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    Home»Poder e Política»Governo Bolsonaro terá 22 ministérios, conforme lista divulgada nesta segunda-feira
    Poder e Política

    Governo Bolsonaro terá 22 ministérios, conforme lista divulgada nesta segunda-feira

    Aquiles Emir3 de dezembro de 201803 Mins Read
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    PEDRO RAFAEL VILLELA

    A estrutura definitiva da Esplanada dos Ministérios no governo de Jair Bolsonaro foi apresentada na tarde de hoje (3), em coletiva de imprensa, pelo ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni. Inicialmente, serão 22 ministérios, incluindo Banco Central (BC) e Advocacia-Geral da União (AGU). Esses dois órgãos, no entanto, deverão perder o status de ministério na próxima gestão, reduzindo posteriormente o número de pastas a 20.

    No caso do BC, o novo governo defenderá aprovação da autonomia e independência da autarquia. Já em relação à AGU, a ideia é apresentar uma mudança constitucional para prever que toda ação judicial que envolva atuação do governo federal tenha como foro judicial os tribunais superiores. Com isso, o governo poderia abrir mão do status de ministério da AGU, que dava foro especial ao advogado-geral da União para processos movidos em primeira instância.

    O presidente eleito Jair Bolsonaro terá uma assessoria especial específica para cuidar de sua comunicação pessoal. Essa estrutura estará vinculada diretamente ao gabinete presidencial e deverá ser responsável pela gestão das redes sociais do presidente, muito usadas por ele para manifestar posições e se comunicar com a população. Já a comunicação insitucional de governo, incluindo as verbas oficiais de publicidade, será mantida na Secretaria de Comunicação, que ficará vinculada à Secretaria Geral da Presidência da República, comandada pelo advogado Gustavo Bebianno. A pasta também será responsável por um programa de modernização do Estado e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo.

    A Casa Civil, que será comandada por Onyx Lorenzoni, manterá as atribuições de comando de governo e será responsável pela articulação política no Congresso Nacional. Segundo Onyx, serão criadas duas secretarias específicas para cuidar das relações com a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, uma para cada Casa. Elas serão integradas por ex-parlamentares. A relação do governo federal com estados e municípios será atribuição da Secretaria de Governo, sob o comando do general Santos Cruz. Ele também ficará responsável pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), que tem uma carteira de mais de 40 projetos e cerca de R$ 20 bilhões previstos em investimentos.

    O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirma o nome do advogado Gustavo Bebianno como ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
    O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni – José Cruz/Agência Brasil
    Onyx Lorenzoni também confirmou a extinção do Ministério do Trabalho e as redistribuição das atribuições da pasta entre os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Cidadania e Economia. “O Ministério do Trabalho passa a estar contido, majoritariamente, no Ministério da Justiça. Lá está, com certeza, a secretaria que cuida das [concessões de] cartas sindicais, que foi foco de problemas. Ela vai estar sob controle do doutor Moro. No Ministério da Economia, vai estar a questão da fiscalização e políticas públicas para o emprego, e há uma parte menor no Ministério da Cidadania, como a Secretaria de Economia Solidária”, explicou.

    O próximo governo também manterá o Ministério dos Direitos Humanos, que incluirá uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, além de questões relacionadas à igualdade social e políticas para a população LGBT.

    Confira os 22 ministérios do governo de Jair Bolsonaro a partir de 2019:

    • Casa Civil
    • Secretaria Geral da Presidência da República
    • Secretaria de Governo
    • Gabinente de Segurança Institucional (GSI)
    • Advocacia-Geral da União (AGU)*
    • Banco Central*
    • Economia
    • Agricultura
    • Meio Ambiente
    • Direitos Humanos
    • Ciência, Tecnologia e Comunicação
    • Relações Exteriores
    • Defesa
    • Cidadania
    • Educação
    • Saúde
    • Justiça e Segurança Pública
    • Turismo
    • Infraestrutura
    • Desenvolvimento Regional
    • Transparência
    • Minas e Energia

    * devem perder o status de ministério durante o governo

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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