O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (28) que o país deve abrir um escritório de negócios em Jerusalém. A Embaixada do Brasil em Israel está localizada em Tel Aviv e há planos para transferi-la para Jerusalém. No domingo (31) Bolsonaro desembarca em Israel onde fica até o dia 03. “Talvez a gente abra um escritório de negócios”, disse.
Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro defendeu a mudança de localização da representação diplomática brasileira em Israel, seguindo decisões semelhantes às adotadas pelos Estados Unidos e Guatemala. Mas o assunto está em análise.
“[Donald] Trump [presidente dos Estados Unidos] levou nove meses para definir a mudança da embaixada. Nós talvez abramos um escritório de negócios em Jerusalém”, disse o presidente, que falou com a imprensa hoje, após cerimônia no Clube do Exército, em Brasília.
De acordo com Bolsonaro, os representantes do Brasil devem votar “de acordo com a verdade” nos organismos internacionais. “Israel, Estados Unidos e Brasil e outros países já começaram a votar diferentemente da forma tradicional que é do lado da Palestina. Nós queremos direitos humanos de verdade. Quem define questões de Estado, é o Estado de Israel.”
A cidade de Jerusalém está no centro de confrontos e disputas entre palestinos e israelenses, pois ambos reivindicam o local como sagrado. Para evitar o agravamento da situação, os países consideram Tel Aviv como a capital administrativa de Israel, onde ficam as representações diplomáticas internacionais.
Transferência – Em reunião com o presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, pediu que a Embaixada do Brasil em Israel seja mantida em Tel Aviv, e não transferida para Jerusalém.
Na ocasião, Mourão afirmou que não há qualquer decisão do governo brasileiro sobre a transferência da embaixada.
A controvérsia em torno da mudança é gerada pela disputa entre judeus e palestinos. A cidade de Jerusalém é considerada referência religiosa para muçulmamos, judeus e católicos, assim como envolve também questões territoriais.
(Agência Brasil)




