AQUILES EMIR
Há seis anos ocupando o cargo de vice-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB) deverá assumir o cargo de prefeito na próxima semana com a renúncia do titular, Luis Fernando Silva, que, pela segunda vez, deixa o cargo para o qual foi eleito pelo povo a fim de assumir a condição de auxiliar no Palácio dos Leões. A insistência do governador Flávio Dino (PCdoB) para tirar Luis Fernando da prefeitura e a pouca resistência do prefeito aos acenos do Palácio dos Leões é um dos casos mais misteriosos na política maranhense dos últimos anos.
Para acomodá-lo em sua equipe, Flávio Dino repaginou a Secretaria Extraordinária de Programas Especiais, que era ocupada por Enos Henrique Nogueira Ferreira, e passa a se chamar de Secretaria Extraordinária de Programas Estratégicos. Sua missão será fazer planos a longo prazo, relações internacionais para atração de investimentos, relação com prefeitos e combater a mortalidade infantil.
Em 2010, quando renunciou pela primeira vez, Luis Fernando assumiu a condição de coordenador da campanha da então governadora Roseana Sarney (MDB), de quem era fiel aliado, que estava entrando na disputa para o quarto mandato. Graças a ele, Roseana derrotou Flávio Dino no primeiro turno e ganhou a chefia da Casa Civil, sendo mais tarde deslocado para a Secretaria da Infraestrutura, onde teria mais visibilidade para ser o sucessor da governadora em 2014, numa eventual disputa com Flávio Dino.

Governador – O plano de Roseana para levar Luis Fernando ao Governo esbarrou numa resistência na Assembleia Legislativa para que ele fosse eleito indiretamente governador e já entrasse na disputa como candidato à reeleição. Frustrada a estratégia, desistiu e facilitou a passagem do comunista, que disputou com o então senador Lobão Filho (MDB), escolhido às pressas para substituí-lo.
Passada a eleição, Luis Fernando foi um dos primeiros a se aproximar do novo governo, do qual seria opositor. Na eleição de 2016, recebeu apoio de Flávio Dino e ganhou a eleição em São José por WO, já que ficou sem adversário, com inviabilidade de Dr. Julinho. Seu governo tem sido muito contestado e dificilmente se reelegeria.
Quando renunciou em 2010, Luis Fernando deixou na prefeitura Gil Cutrim, que era seu vice e hoje deputado federal. Ele foi reeleito em 2012, tendo como vice Eudes Sampaio. Apesar de acusar o antecessor como responsável pelo desastre na gestão municipal, que prometia recuperar, Luis Fernando não abriu mão do vice de Cutrim para compor a chapa que o levou de volta ao poder. Eudes agora será o prefeito.
A grande dúvida é saber se vai tentar a reeleição ou apenas apoiar um candidato comum aos dois grupos a que pertence (u) e tudo indica que esse candidato poderá ser novamente Gil Cutrim (há quem especule que possa ser o pai, Edmar Cutrim, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado), que é um dos maiores aliados do senador Weverton Rocha (PDT), que não esconde a ambição de ser o novo governador do Maranhão a partir de 2023.




1 comentário
Uma manobra corajosa desses atores. A renúncia de Luís Fernando Silva não irá tirar Ribamar do caos administrativo que já vem há muitos anos, isso é incontroverso. Falam que as finanças municipais começaram a minguar desde quando a Coopmar reinou misteriosamente na terceirização de mão de obra nas poderosas secretarias de Saúde e Educação do município! Que tudo começa aí, falam!!!??? E tampouco que a nomeação de LFS no governo comunista irá resolver a grave situação fiscal que vive também o Estado do Maranhão para tentar assim credenciá-lo ainda a algum posto relevante na política do MA!! A probabilidade de tudo dar errado é grande.