Deputado insistia em dizer que não lembrava o nome
O deputado Luis Miranda (DEM-DF), depois de ser pressionado por senadores na CPI da Pandemia, afirmou que líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), era o responsável pela pressão ao Ministério da Saúde por compra da Covaxin. A revelação foi feita na oitiva desta sexta-feira (25).
Segundo Miranda, este foi o nome que teria sido mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro quando lhe foi revelado o aparelhamento na pasta da Saúde para pressionar o governo a comprar a vacina Covaxin.
Luís Miranda e seu irmão Luís Ricardo, responsável pelas importações no Ministério da Saúde, prestaram depoimento nesta sexta-feira (25) sobre uma movimentação atípica para forçar a compra da vacina.
A revelação foi feita após a senadora Simone Tebet (MDB-MS) insistir em saber o nome do deputado que Miranda dizia não lembrar indagar se não seria o líder do governo.
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) anunciou que vai pedir a convocação de Ricardo Barros para depoimento. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), lembrou que Barros apresentou emenda para autorizar compra da Covaxin sem autorização da Anvisa.
Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), Bolsonaro prevaricou ao não encaminhar denúncias de servidor. Senador citou reportagem que nomeia o deputado Ricardo Barros, líder do governo, como citado por Luis Miranda. Ele não confirmou.
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra *(MDB-PE), informou que Bolsonaro levou as denúncias sobre a compra da Covaxin ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que teria pedido ao então secretário-executivo da pasta Élcio Franco para averiguar.
Desmentido – O deputado Ricardo Barros desmentiu a acusação. “Não participei de nenhuma negociação em relação à compra das vacinas Covaxin. “Não sou esse parlamentar citado”. A investigação provará isso.
Também não é verdade que eu tenha indicado a servidora Regina Célia como informou o senador Randolfe. Não tenho relação com esse fatos”, disse ele.
Barros disse ainda estar à disposição da CPI. “Estou a disposição para quaisquer esclarecimentos”, frisou.
(Agência Senado)




