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    Home»Poder e Política»Lula critica negacionismo na gestão de Jair Bolsonaro ao sancionar Dia das Vítimas da Covid
    Poder e Política


    Lula critica negacionismo na gestão de Jair Bolsonaro ao sancionar Dia das Vítimas da Covid

    Aquiles Emir11 de maio de 202604 Mins Read
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    Foram mais de 700 mil vítimas no Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a lei que institui o dia 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia foi marcada por homenagens às mais de 700 mil vítimas da pandemia no Brasil e críticas à condução da crise durante o governo Jair Bolsonaro.

    A data faz referência ao dia em que foi registrada a primeira morte por Covid-19 no país, em 2020. O projeto foi apresentado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) e aprovado pelo Congresso antes da sanção presidencial.

    Em um dos trechos mais duros da coletiva, Lula afirmou que a pandemia não pode cair no esquecimento e defendeu que os responsáveis pela disseminação de desinformação sejam lembrados pela sociedade.

    “Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável”, declarou o presidente.

    Lula criticou diretamente o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia e afirmou que o antigo governo ignorouorientações científicas mesmo diante do avanço das mortes.
    “Se tivesse tido o cuidado mínimo de ouvir as pessoas que entendiam disso, a gente teria no mínimo suspendido a possibilidade de ter morrido dessas 700 mil, umas 400 mil pessoas”, afirmou.

    O presidente também relembrou declarações feitas por Bolsonaro contra as vacinas e disse que a disseminação de mentiras teve impacto direto na tragédia sanitária. “A quantidade de gente desse país que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, que vacina fazia as pessoas virarem jacaré”, disse Lula.

    Em outro momento, o presidente criticou médicos, parlamentares e figuras públicas que defenderam medicamentos sem eficácia comprovada durante a pandemia.
    “Tinha médico, gente com mandato de deputado, gente conhecida na sociedade, que fazia questão de fazer com que a ignorância fosse perpassada através dos meios de comunicação para o Brasil inteiro”, afirmou.
    Lula também relembrou falas de Bolsonaro em dezembro de 2020, quando o então presidente questionava a vacinação contra a Covid-19 enquanto o país acumulava milhares de mortes.
    “O que ele estava tentando insinuar era que as pessoas que queriam vacina estavam envolvidas com corrupção”, declarou.
    Sepulturas de pessoas que morreram nos últimos 30 dias enchem uma nova seção do cemitério de Nossa Senhora Aparecida em meio à pandemia do coronavírus, em Manaus, Brasil, 11 de maio de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 11.05.2026
    A cerimônia foi marcada por homenagens às mais de 700 mil vítimas da pandemia no Brasil e críticas à condução da crise durante o governo Jair Bolsonaro
    Vacinação e defesa do SUS – Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a criação da data busca preservar a memória das vítimas e impedir que erros semelhantes voltem a acontecer no futuro. “O papel da memória é para que a sociedade como um todo nunca mais permita que se repita o que aconteceu durante a condução da pandemia da Covid-19 no nosso país”, disse.
    Padilha também destacou ações do governo Lula para recuperar a cobertura vacinal no Brasil e reconstruir o Programa Nacional de Imunizações. “O senhor libertou o Zé Gotinha”, afirmou o ministro ao se dirigir ao presidente.
    Segundo Padilha, todas as vacinas infantis voltaram a ultrapassar 90% de cobertura no país após a reorganização das campanhas nacionais de imunização.
    Autor do projeto, Pedro Uczai relembrou histórias de famílias destruídas pela pandemia e afirmou que o 12 de março deve servir como símbolo de memória, denúncia e defesa da ciência. “Mais de 700 mil mortos pela Covid, mas também órfãos e sequelados pela negação da ciência e pela negação da vacina”, declarou.
    O parlamentar citou o caso de Rosana Urbano, considerada a primeira vítima da Covid-19 no Brasil, e relatou que vários membros da mesma família morreram após a contaminação. “12 de março não é só trazer a memória e a história como denúncia, mas também a memória de tantos brasileiros e brasileiras”, afirmou.
    O Ministério da Saúde também anunciou novas exposições e memoriais em homenagem às vítimas da doença, incluindo instalações com os nomes dos brasileiros mortos pela Covid-19.
    (Sputnik Brasil)
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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