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    Home»Mundo»Meninas fora da escola no Afeganistão são “extrema frustração” para ONU
    Mundo

    Meninas fora da escola no Afeganistão são “extrema frustração” para ONU

    Aquiles Emir29 de março de 202203 Mins Read
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    Restrições violam direitos do público infantil à educação

    A partir desta quarta-feira (30), as escolas do Afeganistão estarão fechadas para a entrada de meninas a partir da sexta série. A ordem é do movimento Talibã, que governa o país desde agosto passado. Logo após a decisão, o secretário-geral da ONU, António Guterres, exortou as autoridades afegãs a “abrirem as escolas para todos os alunos sem mais delongas”.

    Em nota emitida pelo seu porta-voz, Guterres lembrou que “o início do novo ano letivo foi antecipado por todos os alunos, meninas e meninos, pais e famílias”.

    Para ele, o fracasso das autoridades de facto em reabrir as escolas para meninas acima da sexta série, apesar das promessas, é uma profunda decepção e muito prejudicial para o Afeganistão.

    O chefe da ONU declarou que a restrição às alunas “não apenas viola os direitos iguais de mulheres e meninas à educação, mas também põe em risco o futuro do país em vista das enormes contribuições das mulheres e meninas afegãs”.

    Recuperação – Já a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, lembrou os compromissos reiterados inclusive durante a visita feita há duas semanas a Cabul com a educação das meninas.

    Para ela, a recusa em garantir o direito igual à educação deixa o grupo “mais exposto à violência, pobreza e exploração”.

    Em comunicado, Bachelet diz que o tema levanta “grande preocupação, em um momento em que o país precisa superar várias crises que se cruzam de forma urgente”. A alta comissária afirma que “tirar o poder de metade da população do Afeganistão é contraproducente e injusto”.

    Unicef considera a decisão das autoridades de adiar o regresso à escola das alunas até o 12º ano de grande revés para as meninas

    Crises – Bachelet visitou a capital afegã por um dia no início deste mês. Ela conversou com mulheres que relataram ter informações, soluções e capacidade de ajudar a definir uma saída para as atuais crises econômica, humanitária e de direitos humanos no Afeganistão.

    A expectativa era que as meninas voltassem às aulas em todos os níveis de ensino. Bachelet apelou às autoridades afegãs que respeitem os direitos de todas as meninas à educação e que “abram escolas para todos os alunos sem discriminação ou mais atrasos”.

    E o Unicef também se manifestou dizendo que a decisão das autoridades de adiar o regresso à escola das alunas até o 12º ano é “um grande revés para as meninas e para o seu futuro”.

    Para Catherine Russell, com esta medida é negado a toda uma geração das adolescentes o direito à educação, e “a oportunidade de adquirirem as competências de que necessitam para construir o seu futuro.”

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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