Mesmo sem se proclamar bolsonarista, reeleição do atual prefeito pode ser rotulada como aliada do ex-presidente
- AQUILES EMIR
- Editor de Maranhão Hoje
Impressionante como São Luís, considerada uma das capitais brasileiras mais petistas quando se trata de eleição presidencial, onde na eleição passada o presidente Lula teve 60,38% dos votos, não consegue fazer com que essa influência da maior liderança do PT se traduza em força para estimular uma candidatura local, com seu apoio, capaz de levar um correligionário ao comando do Município.
É bem verdade que nem sempre o apoio de Lula favoreceu candidatos no Maranhão. Na última eleição municipal, de 2020, o deputado federal Rubens Júnior tinha a convicção de que bastaria se apresentar como candidato de Lula para vencer a eleição. Teve de Lula e de Flávio Dino, contudo ainda assim amargou um quarto lugar, com apenas 10,58% dos votos.
Como todos sabem, o segundo turno da eleição passada foi disputado por dois candidatos maldosamente rotulados de bolsonaristas, Eduardo Braide (vencedor), sem nunca ter mencionado o nome de Bolsonaro e sequer ter recebido menção do ex-presidente a seu favor, e Duarte Júnior, este sim filiado ao partido dos Bolsonaro, mas que ainda assim ganhou simpatia dos que se proclamam de esquerda.
Imaginava-se, portanto, que após esse desempenho triunfante de dois anos atrás não haveria a menor chance para quem fosse colocado na prateleira dos que demonstram publicamente simpatia e nem recebe empatia do presidente da República.
O prefeito Eduardo Braide, que parece vive num mundo à parte da política, sem opinar sobre os grande temas nacionais, sem se proclamar estar deste ou daquele lado, vai surfando e, ao que tudo indica, terá uma reeleição tranquila. Mesmo que ele não queira assim, nem Bolsonaro espera ser lembrado, poderá ser um vitória com carimbo do bolsonarismo.
Quanto a uma candidatura de “esquerda”, PT, PCdoB, PCB, PSOL e outros aglomerados em torno do presidente esta não consegue se viabilizar, e esses partidos terão de pegar carona no barco de Duarte.
Dois outros nomes demonstram ter mais identidade com Bolsonaro: Yglesio Moisés, que até distinguido com o “Mérito Imorrível, Imbrochável e Incomível” já foi, e Wellington do Curso, cujo partido, o Novo, está muito próximo do ex-presidente. Resta saber quanto de fôlego têm para chegar mais longe.




