A seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)-MA) já elaborou uma peça jurídica para dar entrada na Justiça a fim de que o Governo do Estado solucione o problema criado com o não chamamento de 1.700 policiais militares concursados. O anúncio foi feito pelo conselheiro Bispo Serejo em audiência pública, nesta segunda-feira (27), na sede da Ordem, com participação dos deputados Adriano Sarney (PV) e Wellington do Curso (PSDB).
De acordo com o conselheiro da OAB, a ação não se efetivou ainda porque dois procuradores do Estado entraram em contato com a entidade, pedindo um prazo de 15 dias para que fosse encontrada uma solução. “Se, dentro desse prazo, não houver um acordo, a OAB entrará na Justiça”, afirmou, informando que o prazo começa a partir de hoje.
Na audiência foi debatida a situação dos concursados da PM, que ainda não foram chamados, apesar de terem cumprido todas as exigências, inclusive participação em curso de preparação na Academia da Polícia Militar. Os concursados afirmam que muitos haviam sido nomeados anteriormente, mas, depois, foram exonerados, e agora estão desempregados, sem renda e em dificuldades de arranjar nova ocupação, já que os possíveis contratantes alegam que podem ser chamados a qualquer momento.
O deputado Adriano Sarney afirmou não acreditar no Governo do Estado e cobrou uma solução mais drástica. “São pessoas que deixaram seus afazeres, que participaram de um concurso, que foram aprovados e fizeram curso de formação e aperfeiçoamento e agora estão jogadas às traças. O governo é responsável por esse problema”, salientou.

O deputado Wellington do Curso fez pesadas críticas ao governo e disse aos concursados que eles jamais deixarão de ser amparados, de acordo com a lei. “Podem se passar seis meses, seis anos ou mais, mas vocês serão nomeados e eu estarei ao lado de todos. É uma luta minha. Sei o que é esse sofrimento”, acrescentou.
Acadêmica de Fisioterapia, Valderice do Nascimento, que lidera um grupo de amigos, afirmou que não conseguiu concluir o curso para se dedicar ao de formação da PM. Revelou que se sente frustrada, mas acredita que sua luta (e a de seus amigos) vai valer a pena.
Aos 29 anos, Joseilson Ribeiro, que reside no Anjo da Guarda, ressalta que largou o emprego de sete anos no Grupo Mateus e, atualmente, está sendo sustentado pela esposa. Acrescenta que acredita na força da OAB e na luta dos deputados que encamparam essa bandeira.




