Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Brasil»ONGs pedem que florestas não sejam incluídas no mercado de carbono
    Brasil

    ONGs pedem que florestas não sejam incluídas no mercado de carbono

    Aquiles Emir12 de julho de 201703 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    - - -
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Mais de 50 entidades protocolaram nesta terça-feira (11), nos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, uma carta em defesa da posição histórica do Brasil contra a inclusão das florestas em mecanismos de compensação de carbono – chamados de offsets.

    De acordo com as entidades, esta é uma “falsa solução à crise do clima” que vem à tona em um contexto de negociações internacionais e da conjuntura nacional de crise. “Alguns atores têm usado o momento de negociação de implementação do Acordo de Paris, a crise política e a turbulência econômica pela qual o país e o mundo passam como pretexto para demandar medidas a favor de offsets”, diz o manifesto.

    Com a inclusão das florestas no mecanismo de offset, as emissões de carbono poderiam ser compensadas por um país ou por uma empresa com o investimento em plantação ou manutenção de florestas. Segundo as entidades, um dos riscos é o de “falsa equivalência” nessa compensação. “[Os offsets florestais] apresentam uma falsa equivalência entre o carbono proveniente dos combustíveis fósseis, que está acumulado debaixo da terra, e aquele que é acumulado pelas florestas. A capacidade que árvores e ecossistemas têm de remover e fixar carbono da atmosfera é muito mais lenta que o ritmo de emissões quando se queima combustíveis fósseis”, diz o documento.

    “A floresta demora muito mais tempo para absorver carbono do que você demora para queimá-lo. Se eu queimo um barril de petróleo, eu vou demorar muito e muitos anos para uma floresta absorver aquilo, a compensação não é imediata. Tem uma falha no princípio científico da coisa”, explicou Pedro Telles, especialista em Clima da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, uma das entidades que assina o manifesto.

    Além disso, segundo ele, o carbono acumulado pelas florestas estaria mais vulnerável a retornar para a atmosfera em caso de queimadas, por exemplo. “O carbono que está embaixo da terra [combustível fóssil] é um carbono muito menos suscetível a ser emitido. Um carbono que está na floresta é muito vulnerável, porque pode ter um desmatamento, pode ter um incêndio”, acrescentou Telles.

     Marcelo Camargo/Agência Brasil)

    Hipoteca de florestas – Outro argumento das organizações ambientalistas é que este modelo não traz benefício adicional para a redução de emissões de dióxido de carbono, que agravam o efeito estufa, porque é um jogo de soma zero. “Nunca são reduções efetivas, pois o que há é a compensação. O que se reduz por meio da não emissão florestal continua sendo emitido em outro setor”, argumentam as entidades. Para as ONGs, em vez de diminuir suas emissões, países ou empresas poluidoras poderiam fazer uma espécie de “hipoteca das florestas”, a fim de cumprir suas metas por meio do pagamento para plantá-las ou mantê-las em pé.

    “[Os offsets florestais] aprofundam e geram novas formas de desigualdades, já que quem tem dinheiro e poder pode pagar e continuar emitindo sem fazer a sua parte. O conceito de poluidor-pagador, criado inicialmente para pressionar os países e setores a reduzir sua poluição, é capturado por quem pode continuar poluindo desde que pague por isso”, diz a carta.

    Segundo Telles, do Greenpeace, a discussão em torno desses offsets se arrasta há décadas, mesmo com diversas organizações e governos se posicionamento contra o modelo. “O tempo que a gente perde com isso, a energia que a gente perde, tira o foco das soluções reais. Para muitos atores, é conveniente você perder tempo em uma situação travada como essa. Você tira atenção do que seriam soluções reais e urgentes.”

    A Agência Brasil procurou o Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

    (Agência Brasil)

    Previous ArticleOperadoras pedem à Anatel prazo para bloquear sinal de telefones piratas
    Next Article Consumidor não sente na bomba efeitos dos descontos da Petrobras
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Brasil


    TRF1 que asseguram direitos de comunidades quilombolas no Mato Grosso e no Maranhão

    28 de outubro de 2026
    Brasil


    Governo alerta para fake news nas redes sociais envolvendo fim da escala 6×1 e programas sociais

    28 de outubro de 2026
    Brasil


    Com prêmio acumulado em R$ 300 milhões, Mega-Sena realiza cinco sorteios consecutivos a partir desta segunda

    26 de outubro de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 6   +   1   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Ninguém é obrigado votar num candidato. Diante da urna, pode escolher um, votar em branco ou anular voto. Para a Justiça Eleitoral, cada cidadão ou cidadã tem a obrigação de comparecer a uma sessão eleitoral. Se vai escolher ou não alguém, fica a critério de cada um ou cada uma.

    Compartilhe este vídeo:
    ```
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Flávio Bolsonaro se autoproclama “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e justifica sua decisão de deixar o Brasil

    28 de outubro de 2026


    TRF1 que asseguram direitos de comunidades quilombolas no Mato Grosso e no Maranhão

    28 de outubro de 2026


    Empresas do Maranhão e Piauí têm consultas prévias aprovadas pela Sudene

    28 de outubro de 2026


    Tecendo Redes Culturais promove encontro sobre memória e território no Centro Histórico nesta quinta-feira

    28 de outubro de 2026


    Vila Galé inaugura primeiro hotel no Maranhão em cerimônia que celebrou a cultura local e os laços com Portugal

    28 de outubro de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.