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    Home»Mundo»Polícia de Hong Kong autoriza manifestações, mas não permite passeatas
    Mundo

    Polícia de Hong Kong autoriza manifestações, mas não permite passeatas

    Aquiles Emir16 de agosto de 201902 Mins Read
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    A Polícia de Hong Kong autorizou a grande manifestação marcada para domingo (18), mas proibiu a marcha de protesto, disse à agência Lusa a porta-voz de um dos movimentos que organiza a iniciativa. A vice-coordenadora da Frente Civil de Direitos Humanos, Bonnie Leung, adiantou que a decisão vai ser alvo de um recurso ainda hoje por parte do movimento, que junta várias organizações não governamentais e partidos políticos.

    A proibição levanta sérias dúvidas sobre a forma pacífica como pode decorrer a concentração, explicou a ativista, já que ainda que se perca o recurso, “muitos manifestantes vão querer fazer a marcha e não se sabe como pode reagir a polícia”, afirmou.

    O objetivo da manifestação e da marcha é exigir que o governo responda a cinco reivindicações: retirada definitiva da lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que as ações dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial e a demissão da chefe do Executivo, Carrie Lam.

    Nessa quinta-feira (15), a PSP de Macau proibiu a realização de um protesto no território contra a violência policial em Hong Kong. A PSP alegou que não podia autorizar uma iniciativa de apoio ao que considerou serem “atos ilegais”, como os ocorridos em Hong Kong.

    Autorizar a realização de uma manifestação dessa natureza, disse a PSP, “poderia enviar uma mensagem errada à sociedade de Macau” e as pessoas poderiam expressar suas reivindicações em oposição à lei do território, com previsível impacto na segurança pública e no Estado de Direito.

    A PSP referiu-se aos confrontos ocorridos em Hong Kong, entre manifestantes antigovernamentais e as forças de segurança, como “atos de alguns manifestantes radicais” que afetaram a ordem social e o Estado de direito na região administrativa especial chinesa.

    A manifestação estava agendada para segunda-feira a partir das 20h00 (13h00 em Lisboa).

    Há mais de dois meses que Hong Kong é palco de protestos maciços. Os protestos têm sido marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, que tem usado balas de borracha, gás pimenta e gás lacrimogêneo.

    (RPT)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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