Desvio pode ultrapassar R$ 2 milhões
A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã de quinta-feira (17) três pessoas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro por meio de saques em espécie que totalizaram cerca de R$ 500 mil. A ação teve como objetivo desarticular o núcleo financeiro responsável por movimentar recursos públicos desviados.
Durante a operação, foram apreendidos R$ 419.350,00 com os envolvidos.
As investigações indicam que os valores têm origem em emendas parlamentares estaduais destinadas a instituições culturais de fachada, contratadas para realizar eventos que provavelmente nunca foram realizados.
Segundo os levantamentos, parlamentares teriam direcionado emendas a essas entidades para que, após o repasse dos recursos públicos, seus representantes realizassem saques fracionados e dissimulados, permitindo o desvio e a ocultação da real destinação do dinheiro.
Uma das pessoas presas, foi flagrada quando tentava entregar uma mochila contendo R$ 400 mil a uma deputada estadual, logo após o saque. O montante desviado pode ultrapassar R$ 2 milhões.

Prisões – Durante a abordagem, foi presa Larissa Rezende, assessora parlamentar da deputada Andréia Rezende, que afirmou que o dinheiro seria para“uma festa natalina” coordenada por outra parlamentar.
A PF chegou aos envolvidos após um relatório emito pelo COAF, que apontou movimentação atípica de R$ 2.369.399,00 no período de 07 a 14 deste mês.
As transações envolveram ainda Maria José de Lima Soares, responsável pela Associação Recreativa e Beneficente Folclórica de Maracanã, e Ivan Jorge da Piedade Madeira, presidente da Companhia de Cultura Popular Catarina Mina, Ivan Jorge da Piedade Madeira, que foram presos em flagrante.
As três pessoas presas foram conduzidas à Superintendência Regional da Polícia Federal no Maranhão, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e apurar a eventual participação de agentes públicos e o uso das verbas desviadas.




