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    Home»Negócios»Preço da cesta básica diminui em dez capitais pesquisadas pelo DIEESE
    Negócios

    Preço da cesta básica diminui em dez capitais pesquisadas pelo DIEESE

    Aquiles Emir4 de outubro de 201804 Mins Read
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    O preço do conjunto de alimentos essenciais caiu em 10 das 18 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As reduções mais expressivas foram registradas em Goiânia (GO), -2,31%; Recife (PE), -2,17% e João Pessoa (PB), -1,94%). Em São Paulo (SP), a o valor da cesta não variou e foram registradas altas em sete capitais, com destaque para a taxa de Campo Grande (5,24%) e Salvador (1,26%).

    A cesta mais cara foi a de Florianópolis (SC), R$ 435,47, seguida pela de São Paulo (SP),
    R$ 432,83; Porto Alegre (RS), R$ 423,01; e Rio de Janeiro (RJ), R$ 418,48). Os menores valores médios foram observados em Salvador (BA), R$ 315,86, e São Luís (MA), R$ 324,04.

    Em 12 meses, entre setembro de 2017 e 2018, os preços médios da cesta caíram em nove cidades, com destaque para Goiânia (-5,06%), São Luís (-4,24%) e Porto Alegre
    (-3,13%). Nas outras nove capitais, os valores médios aumentaram. As maiores altas foram as de Campo Grande (6,83%) e Florianópolis (3,89%).

    Em 2018, nove capitais acumularam taxa negativa, com destaque para São Luís  (-3,02%), Goiânia (-1,83%) e Porto Alegre (-0,87%). Outras nove tiveram aumento, com variações entre 0,18%, em Recife, e 4,78%, em Campo Grande.

    Com base na cesta mais cara, que, em setembro, foi a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

    Em setembro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3. 658,39, ou 3,83 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em agosto, tinha sido calculado em R$ 3. 636,04, ou 3,81 vezes o piso mínimo do país. Em setembro de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.

    Custo e variação da cesta básica em 18 capitais: 

    Capital Valor da cesta Variação mensal (%) Porcentagem do Salário Mínimo Líquido Tempo de trabalho Variação no ano (%)  

    Variação em 12 meses (%)

    Florianópolis 435,47 0,97 49,62 100h25m 4,03 3,89
    São Paulo 432,83 0,00 49,32 99h49m 2,00 2,81
    Porto Alegre 423,01 0,76 48,20 97h33m -0,87 -3,13
    Rio de Janeiro 418,48 0,34 47,68 96h30m -0,05 2,00
    Vitória 395,64 -0,02 45,08 91h14m 2,71 0,99
    Brasília 390,14 1,17 44,45 89h58m 2,73 1,86
    Curitiba 387,39 -0,45 44,14 89h20m 3,32 2,90
    Campo Grande 383,77 5,24 43,73 88h30m 4,78 6,83
    Fortaleza 367,14 -1,54 41,83 84h40m -0,08 -0,90
    Belém 359,51 -0,22 40,96 82h55m 0,80 -2,81
    Belo Horizonte 358,83 0,25 40,88 82h45m -0,77 -0,83
    Goiânia 354,11 -2,31 40,35 81h40m -1,83 -5,06
    Aracaju 342,34 -0,75 39,01 78h57m 0,68 -0,53
    Recife 332,75 -2,17 37,91 76h44m 0,18 1,25
    Natal 330,30 -1,58 37,63 76h10m -0,27 1,98
    João Pessoa 328,99 -1,94 37,48 75h52m -0,16 -1,75
    São Luís 324,04 -1,63 36,92 74h44m -3,02 -4,24
    Salvador 315,86 1,26 35,99 72h50m -0,25 -0,84

    Fonte: DIEESE

    Obs.: A partir de setembro de 2018 deixamos de calcular a cesta em Manaus e Cuiabá

    Salário mínimo – Em setembro de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 85 horas e 35 minutos. Em agosto de 2018, ficou em 85 horas e 43 minutos, e, em setembro de 2017, em 86 horas e 32 minutos.

    Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em setembro, 42,29% do salário mínimo líquido para adquirir os mesmos produtos que, em agosto, demandavam 42,34% e, em setembro de 2017, 42,75%.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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