Estado está na 16ª posição entre dezessete estados
A produção industrial do Maranhão registrou queda de 6,2% no acumulado de janeiro a maio de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. As informações são do levantamento do Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), com base na Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho colocou o estado na 16ª posição entre os 17 estados pesquisados.
No recorte nacional, o Brasil cresceu 1,4% na Indústria Geral, graças ao avanço de 7,9% na Indústria Extrativa e de 0,2% na Indústria da Transformação. Já no Nordeste, o crescimento foi de 0,6%, puxado pela elevação de 16,4% na Indústria Extrativa e de 0,1% na Indústria da Transformação.
No Maranhão, a retração foi influenciada principalmente pela Indústria da Transformação, que caiu 4,2%, e pela Indústria Extrativa, que respondeu por apenas 11,6% da produção total, mas acumulou recuo expressivo de 36,8% no período. Entre as atividades selecionadas, a produção de bebidas cresceu 8,9% e a metalurgia avançou 6,7%, enquanto cerâmica, concreto e brita caíram 2,2%; papel e celulose recuou 9,0% e alimentos registrou queda de 26,1%.
Comércio exterior – As exportações maranhenses somaram US$ 2,25 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 10,8% em relação ao mesmo período de 2025. A China permaneceu como principal destino, com 37,57% das vendas externas, seguida por Canadá, Estados Unidos, Países Baixos e Espanha.
Entre os produtos, a soja liderou com 41,86% do total exportado, seguida por alumina, celulose, ouro em formas brutas ou semimanufaturadas e alumínio. Os cinco principais produtos responderam por 88,8% do valor total exportado.
Já as importações do estado totalizaram US$ 1,817 bilhão no primeiro semestre, recuo de 11,0% frente ao mesmo período de 2025. Os Estados Unidos lideraram como principal origem, com 30,0% das compras maranhenses, seguidos por Rússia, Arábia Saudita, Egito e China.
Entre os produtos, os óleos de petróleo concentraram 58,9% do total importado, acompanhados por adubos potássicos, adubos fosfatados, adubos NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) e hidróxido de sódio e de potássio. O saldo positivo da balança comercial do Maranhão foi de US$ 433 milhões no período.
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