Metano é presente tanto nos puns quanto nos arrostos
O Pum de vacas pode ter sido a causa de uma explosão, na última segunda-feira (11), em uma fazenda nos Estados Unidos que deixou um saldo de 18 mil reses bovinas mortas e uma mulher. É o que revela reportagem de Heloísa Barrense do portal UOL.
Segundo a reportagem, a presença de metano numa propriedade rural do Texas pode ter causado a grande explosão. A polícia local suspeita que a efeito tenha sido desencadeada por um superaquecimento de máquinas, causando assim a ignição do metano — substância presente em puns e arrotos de vacas.
“Acredita-se que uma máquina, que suga o estrume e a água, superaqueceu e o metano inflamou e espalhou com uma explosão”, disse o xerife Sal Rivera ao jornal local KCBD.
“Segundo os bombeiros, a mulher que estava no local no momento do incêndio foi resgatada e encaminhada a um hospital da região. Estima-se que a fazenda teve um prejuízo de ao menos US$ 36 milhões, cerca de R$ 193,7 milhões na cotação atual. Os animais valiam em torno de US$ 2 mil cada”, diz a reportagem.
O metano é produzido naturalmente em fazendas leiteiras. Segundo o Animal Welfare Institute, uma organização americana pelos direitos dos animais, mais de meio milhão de bichos morreram em incêndios em celeiros no ano passado.
Na agropecuária, a digestão de bovinos é a principal fonte de emissão de gás CH4, o metano. Isso ocorre como resultado de um processo natural da digestão desses animais, chamado de fermentação entérica, que também ocorre, por exemplo, em caprinos e búfalos.




