O abastecimento adequado ao modelo do motor contribui para a preservação da potência, performance e longevidade do veículo
Nas últimas décadas o mercado automotivo consolidou a adaptação de inovações tecnológicas em peças, design e desempenho dos carros. Na mesma medida, avançaram as modalidades de combustíveis utilizados, cada qual com sua característica e indicação. Por isso, aqueles que prezam pela manutenção do veículo devem se atentar aos diferentes tipos de combustíveis disponíveis.
Existem, até o momento, duas categorias principais: os combustíveis fósseis e os biocombustíveis.. Há dentro desses grupos subdivisões modernas com ativos e funções que garantem variedade nas ofertas das bombas.As opções disponíveis abrangem, entre outros fatores, o custo por litro, a emissão de poluentes, o rendimento energético e o aproveitamento do motor.
Combustíveis fósseis – Os combustíveis fósseis dominam o mercado global. Os subprodutos dessa matriz, conforme o Boletim Trimestral de Preços e Volumes de Combustíveis do Governo Federal de 2020, representavam 75,5% do total, sendo 47,5% de gasolina e 28% de diesel. Não por acaso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) prevê que o petróleo, gás natural e carvão mineral serão as principais fontes de energia até 2040.
Nas bombas, os consumidores encontram derivados na forma de gasolina, diesel e GNV. Conheça as principais funções e diferenças dessas opções:
- Gasolina comum: Utilizada pela maioria dos carros de passeio, possui enxofre e etanol em sua composição. Além de emitir gases nocivos na natureza, libera detritos nas válvulas do sistema de combustão que prejudicam o desempenho do motor.
- Gasolina aditivada: O abastecimento periódico da versão aditivada ajuda na prevenção e reparo de danos ao motor, ao possuir agentes detergentes importantes.
- Gasolina Premium: Nobre e com mais aditivos, proporciona uma queima eficiente do combustível e contribui para vida útil do motor. Porém, seu uso é recomendado para carros de alta compressão, como os esportivos.
- Gasolina Formulada: Ao contrário das demais, a gasolina formulada não provém da refinaria, sendo fabricada a partir de uma mistura de derivados de petróleo. Devido ao potencial de adulteração e aos riscos no consumo, ela deve ser abastecida somente em postos de confiança.
- Diesel: Principal combustível de carros pesados, tem alto rendimento com baixo consumo. O uso é limitado aos veículos de carga, transporte coletivo, SUVs, off-roads e com tração 4×4.
- Diesel S-10: Com mais hidrogênio e uma quantidade limitada de 10 mg/kg de enxofre, o diesel S-10 entrega um desempenho superior e é menos poluente. Modelos fabricados a partir de 2012 possuem a tecnologia necessária para sua utilização.
- Diesel Aditivado: É um combustível indicado para uso periódico, pois colabora para a limpeza do tanque por conter anticorrosivos, antiespumantes e detergentes dispersantes.
- Diesel Premium: Mais cara e com tecnologia voltada para proteção do motor e potencialização da performance, a funcionalidade do custo-benefício fica a critério das fabricantes de veículos e do proprietário.
- GNV: Produzida a partir do metano e com baixo impacto ambiental, é a opção mais econômica do segmento. Contudo, especialistas não recomendam o uso em carros adaptados, somente naqueles desenvolvidos especificamente para o GNV.
Biocombustíveis – Os biocombustíveis veiculares surgiram pela procura por uma alternativa sustentável e de fonte renovável. No Brasil, o mais popular é o etanol, produzido pela cana-de-açúcar, e encontrado nas versões comum e aditivado. Para que se garanta bom desempenho, é preciso certificar que o motor do carro, seja de modelos novos, usados ou seminovos, tenha compatibilidade com essa tecnologia.
De modo geral, o etanol entrega maior potência ao motor com custo mais baixo. No entanto, o consumo é maior. Assim como na gasolina e diesel, o abastecimento periódico do aditivado previne desgastes e problemas mecânicos, como o entupimento dos bicos.




