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    Home»Negócios»Relator da Reforma Tributária explica suas propostas em encontro na Fiema
    Negócios

    Relator da Reforma Tributária explica suas propostas em encontro na Fiema

    Aquiles Emir18 de agosto de 201703 Mins Read
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    O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) apresentou nesta quinta-feira (17), na Federação das Indústrias (Fiema), os principais pontos da proposta de Reforma Tributária por ele defendida na comissão especial que discute o assunto, presidida pelo deputado Hildo Rocha (PMDB-MA). Ele disse que o objetivo é tornar mais justa a cobrança de tributos no país, focando mais a renda e o patrimônio e desonerando o consumo, já que pelo modelo atual paga mais quem tem menos.

    Carlos Hauly disse que sua proposta vai simplificar o sistema brasileiro, acabando com os principais males atuais, como regressividade (os mais pobres têm uma carga superior aos mais ricos), complexidade, burocracia e excesso de renúncias fiscais. “O objetivo é colaborar com a recuperação da economia. Se esse sistema que estou propondo for vencedor, ou próximo dele, vamos crescer como a China”, disse ele.

    Entre as propostas do deputado, está a redução das alíquotas patronal e dos empregados para a Previdência, que seria financiada por um tributo sobre a movimentação financeira (que será chamada de Comfins).

    Segundo o presidente da Fiema, Edilson Baldez, o objetivo da palestra foi orientar os empresários para que possam exercer seu poder de influência para que esta proposta seja aprovada. Para Baldez, esta é a mais importante das reformas em discussão no Congresso Nacional, mais até que a Trabalhista e a Previdenciária.

    Regra – Para facilitar a aprovação do texto, o relator disse que a proposta tem uma regra de ouro: a carga tributária não será reduzida para nenhum dos estados nos primeiros cinco anos, que ele chama de “fase de transição”. Segundo ele, União, estados, Distrito Federal e municípios manterão a sua arrecadação tributária atual, líquida de transferências constitucionais. Durante a transição, seriam discutidos os novos critérios de partilha, que entrariam em vigor a partir do sexto ano e seriam aplicados gradualmente por 15 ou 20 anos.

    Hauly propõe a extinção do ICMS (estadual), IPI e Cofins (federais), ISS (municipal) e Salário-Educação (partilhado entre os três entes) e criação de dois impostos: sobre Valor Agregado (IVA), de competência estadual; e um seletivo, destinado à União, que incidiria sobre energia elétrica, combustíveis, cigarros, bebidas, entre outros produtos.

    Além disso, seriam transferidos para os municípios todos os tributos sobre o patrimônio: IPTU (imóveis urbanos), ITBI (transmissão de imóveis), IPVA (veículos), ITCMD (herança) e ITR (imóveis rurais)

    Em 2015, segundo a Receita Federal, a carga tributária bruta foi de 32,7% do Produto Interno Bruto (PIB). A União ficou com 22,3%, os estados e Distrito Federal com 8,3% e os municípios com 2,1%.

    FIEMA
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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