Relatório será lido nesta quarta-feira em sessão da CPI
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia, não conseguiu convencer os membros da comissão nem advogados, por isso grupo que coordena os trabalhos, conhecido como G7, decidiu, nesta terça-feira (19) à noite, retirar as menções sobre crime de genocídio contra os indígenas. Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), ess tipo de acusação está inserido dentro da categoria “crimes contra a humanidade”.
O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), em conversa com jornalistas, confirmou a retirada da acusação, mas negou atritos.
“A questão pacificada é a questão do genocídio que foi retirada. Acho que é uma boa atitude. O senador Renan Calheiros ouviu argumentação de todos. Ficou muito claro”, disse aos jornalistas Aziz.
vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou a expressão “homicídio” para dar lugar para “epidemia resultando em morte”.
“Nós optamos pelo tipo penal de epidemia com resultado morte, que eleva a pena do responsável por esse crime de 20 para 30 anos”, afirmou Randolfe.
O texto final, a ser lido nesta quarta-feira (20) deve indiciar cerca de 70 pessoas e duas empresas. Devem ser acusados, além do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos Carlos, Flavio e Eduardo Bolsonaro, os ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Onyx Lorenzoni (Trabalho) e Walter Braga Netto (Casa Civil), os ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e da Relações Exteriores Ernesto Araújo.
O relatório foi redigido por Renan no fim de semana, após críticas dos membros do G7 sobre os vazamentos de trechos do texto antes de os próprios senadores terem acesso a ele.
“Resumidamente, nós iremos unificados para votar o relatório do senador Renan Calheiros. Isso é o mais importante para o Brasil saber’, afimou Omar Aziz ao sair da reunião.
(Com informações de Basília Rodrigues, da CNN)




