Encontro teve como objetivo firmar acordo para 2022
O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) apresentou, quinta-feira (08), uma Notícia de Fato na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador Flávio Dino (PSB), por suposto crime de improbidade administrativa, isto é, por ter utilizado a estrutura do Palácio dos Leões (sede do governo) para celebrar acordos partidários. A reunião ocorreu segunda-feira (06), quando o governador reuniu dirigentes de 11 legendas para anunciar sua pré-candidatura ao Senado e formou uma aliança para apoio do candidato a sucessor apoiado pelo Palácio dos Leões.
Em sua redes sociais, o governador comemorou o sucesso do encontro:
“Nesta segunda, fiz reunião com líderes dos partidos que integram o nosso governo. Todos compareceram e fizemos ótimo debate sobre metas administrativas cumpridas e novos compromissos. A união faz a força, para seguir com políticas inovadoras e concretizando mudanças no Maranhão”, escreveu.
Para Roberto Rocha, “é inadmissível que se utilize a estrutura do Palácio como um comitê eleitoral do PSB e PCdoB. Um absurdo! Afinal de contas, a energia, o ar condicionado, o uso do cafezinho, os servidores do governo pagos com o dinheiro público, estacionamento, enfim, toda estrutura da máquina pública sendo usada para práticas ilegais. Elas precisam ser esclarecidas à população e devidamente punidas”, destacou o senador Roberto Rocha.
A Notícia de Fato de Rocha também apresenta o episódio em que o secretário de articulação política Rubens Júnior (PCdoB) se reuniu, em plena quinta-feira, 1º de julho, também em horário comercial, com prefeitos para ordená-los a monitorarem as lideranças políticas municipais que não estão alinhadas com governador comunista.
“A gente não pode monitorar só o governo, a gente tem que monitorar também a política. Quem é o prefeito que tá do lado da gente, e quem não tá. Quem é o prefeito que fala bem da gente, e quem fala mal. Esse monitoramento político ninguém no Maranhão tem condições de levantar melhor do que vocês”, disse na ocasião o secretário aos chefes dos executivos municipais, conforme noticiado na imprensa.
A perpetuação de tais manobras e artimanhas está em total descompasso com a legislação eleitoral. A ilicitude não consiste na mera realização das reuniões, mas sim nas inúmeras circunstâncias que permearam tais eventos, fartas em apontar o uso da máquina pública para a sua organização e realização, de modo a configurar a prática de abuso de poder político por parte dos envolvidos




