Prefeitura diz estar cumprindo acordo firmado ano passado
AQUILES EMIR
São Luís voltou a amanhecer sem serviços de transporte coletivo, nesta quarta-feira (16), depois que motoristas e trocadores decidiram cruzar os braços por exigiram o cumprimento das mesmas pautas do ano passado, ou seja, reajusta salarial. Os empresários, por sua vez, dizem que não podem atender os trabalhadores porque a Prefeitura não se prontifica a debater o reajuste das tarifas.
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), em nota, diz que continua cumprindo o acordo firmado em 2021 e que já disponibilizou mais de R$ 20 milhões para compensar o uso do ônibus por pessoas que tiveram suas rendas prejudicadas durante a pandemia.
Eis a nota da SMTT:
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que o Município de São Luís vem cumprindo o acordo firmado em novembro do ano passado com os sindicatos dos empresários e rodoviários, no repasse do auxílio emergencial ao sistema de transporte público, no valor de R$ 4 milhões mensais.
A SMTT também informa que o auxílio emergencial foi prorrogado por mais dois meses (fevereiro e março), totalizando R$ 20 milhões ao setor em cinco meses. Desse modo, espera-se o entendimento entre trabalhadores e empresários para o fim da paralisação.
Empresários – O Sindicato das Empresas de Transportes (Sest), que convocou coletiva para a tarde desta quarta, informa que o Sistema de Transporte de Passageiros de São Luís passou por grandes mudanças a partir de 2016, quando houve uma licitação pública para a escolha das empresas que iriam operar o transporte coletivo – quatro consórcios ganharam a licitação e fecharam contrato com a Prefeitura. Quais os ganhos?
- Novas linhas e itinerários;
- Aumento da frota com ar-condicionado (50%);
- Chegada dos Ônibus ‘amarelinhos’;
- Bilhetagem Eletrônica;
- Maior segurança e rapidez nas viagens…
De acordo com os dirigentes da entidade, “foram altos os investimentos, contudo, nos últimos anos, as empresas que operam o sistema passaram a ter sérios prejuízos, com a perda de passageiros, aumento absurdo no preço do óleo diesel, infraestrutura precária de ruas e avenidas, e outros advindos da Pandemia”.
O sindicato afirma que o prejuízo mensal, nos últimos dois anos, é de cerca de R$ 7 milhões. Para compensar parte dessas perdas, em novembro passado, a Prefeitura concedeu um subsídio mensal de R$ 4 milhões às empresas, que deve vigorar até o próximo mês de março. Contudo, um paliativo, provisório e que não cobre todo o prejuízo. A tarifa pública (custo da passagem de ônibus) continua congelada em R$ 3,70 – há dois anos.
A tendência nacional é ter o poder público subsidiando parte dos custos com o sistema de transporte, já muito oneroso para os/as operadores/as. Paralizações e greves de coletivos só agravam ainda mais a situação.




