GILBERTO COSTA E DANIEL MELLO
Atos em apoio ao governo de Jair Bolsonaro ocorrem neste domingo (26) em várias cidades do país. Os apoiadores defendem a reforma da Previdência, o pacote anticrime, o porte e posse de armas, além de ministros do governo como o da Justiça, Sergio Moro, e o da Economia, Paulo Guedes.
Em uma manhã de sol, os apoiadores se concentraram no gramado da Esplanada dos Ministérios, na altura do Palácio Itamaraty. Cinco carros de som ocupavam a pista com mensagens em apoio à agenda do governo federal como a Medida Provisória 870, da reforma administrativa, a reforma da Previdência Social (Emenda Constitucional nº 6/2019) e os projetos de lei que compõem o pacote anticrime.
Os manifestantes também declaravam apoio à Operação Lava Jato e pediam a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Cortes Superiores, conhecida como Lava Toga.
A manifestação – convocada por movimentos como Ordem e Progresso; Limpa Brasil; e Organização Nacional dos Movimentos – foi marcada pela diversidade de participantes que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF), protestavam contra o Congresso Nacional e lideranças parlamentares. Alguns manifestantes defendiam a volta do regime monarquista.
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Havia faixas também com dizeres favoráveis ao ministro Paulo Guedes e um boneco inflável de 20 metros que misturava a imagem do ministro Sergio Moro com o personagem de quadrinhos e cinema Super-Homem. De acordo com a Polícia Militar, o ato reuniu 20 mil pessoas.
São Paulo – Diversos movimentos estacionaram carros de som ao longo da Avenida Paulista, na região central da capital, para o ato de apoio ao governo de Jair Bolsonaro. Próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), foi inflado um boneco gigante do presidente.
A polícia não fez estimativa de público. Um dos carros de som, do movimento Brasil Conservador, trazia um grande cartaz com uma fotografia de Jair Bolsonaro. Um caminhão verde-oliva foi estacionado em uma das calçadas da via por um grupo que pede intervenção militar.
A maioria dos manifestantes que caminhava pela avenida, que aos domingos fica fechada para os carros, usava roupas verde-amarelas ou estava enrolado na Bandeira Nacional. Vários participantes levavam faixas e cartazes com as pautas do protesto, como o apoio à reforma da Previdência e ao pacote anticrime, apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. Um grupo de motoqueiros passou em carreata pela Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, que corta a Paulista.
Governo – Mais cedo, no Rio de Janeiro, ao participar de um culto na Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou disse que a população está indo às ruas neste domingo para defender o futuro do país: “Hoje, por coincidência, é um dia em que o povo está indo às ruas não para defender o presidente, um político ou quem quer que seja. Ele está indo para defender o futuro desta nação”.
Na rede social Twitter, o presidente postou cenas de atos que ocorrem em outras cidades do país.

São Luís – Em São Luís, os simpatizantes do presidente se concentraram na Praça do Pescador, na Avenida Litorânea, no bairro do Calhau, onde milhares de pessoas vestidas em trajes com cores predominantes em verdade e amarelo gritavam palavras de ordem em apoio ao governo e às reformas e contra o Congresso Nacional.
A manifestação contou com a presença da ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge, que foi candidata a governadora do Estado, ano passado, pelo PSL.
Culto – O presidente Bolsonaro participou de culto na Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele chegou acompanhado da primeira-dama, Michelle, que desenvolve projetos sociais com surdos na igreja. O presidente chegou ao salão do culto às 11h05 e a previsão é de que a celebração dure duas horas.
Esta não é primeira vez que o casal acompanha um culto no templo. No dia 4 de novembro, quando ainda era presidente eleito, Bolsonaro e Michelle participaram do culto celebrado pelo líder da Igreja Batista Atitude, Josué Valandro Júnior.
O pastor pediu aos fiéis que orassem para que o presidente tenha as melhores decisões para administrar o Brasil. “Todos nós aqui temos coisas na nossa vida que precisam ser trabalhadas, que precisam da resposta de Deus. A nossa nação também precisa. Há muitas pessoas sofrendo por esse Brasil a fora, que dependem das decisões do nosso presidente”, disse.
Antes de chegarem à igreja, Bolsonaro e a mulher estavam na casa do casal no condomínio Vivendas da Barra, na Barra, também zona oeste, onde passaram à noite depois de participar do casamento do filho do presidente deputado Eduardo Bolsonaro e da psicóloga Heloísa Wolf, em Santa Teresa, região central do Rio.
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, que acompanha o presidente, ainda não tem previsão de quando ele retornará a Brasília.
(Agência Brasil)



