Atração de encerramento será a apresentação do Grupo Akomabu
Com o tema “Para além do dia 20 de novembro”, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por meio do Comitê de Diversidade, promove nos dias 17 e 18 de novembro uma programação alusiva ao Dia da Consciência Negra – 20 de novembro. O evento é destinado a servidoras, servidores, magistradas, magistrados e estudantes das escolas públicas Centro de Ensino Lúcia Chaves (Vila Esperança) e CE Domingos Vieira Filho (Paço do Lumiar).
A iniciativa contempla a política de Diversidade do Poder Judiciário maranhense, por meio do Comitê de Diversidade, coordenado pelo juiz Marco Adriano Ramos Fonseca, e pela coordenadora-adjunta a juíza Elaile Carvalho.
A abertura acontece nessa quarta-feira (17), às 9h, no auditório Madalena Serejo, no Fórum de São Luís. No primeiro dia, a programação conta com o lançamento do Dicionário Antirracista, produzido por alunos do CEM Lúcia Chaves; exposição de fotografias, poesias e jogos produzidos durante as aulas da disciplina de inglês por alunos(as) e pela professora Marcélia Leal, do CEM Lúcia Chaves, por meio do projeto “Black Lives Matter – Vidas negras importam”, que acontecem no hall do Fórum.
A abertura terá ainda a apresentação da cartilha “Agó Yagó Oluko: educação afro-brasileira para além do 20 de novembro”, por meio da professora Nila Michele e da aluna Thamires Mikaela da Silva (IFMA de Pedreiras); caracterização de estudantes de João do Vale e Maria Firmina, personagens da cultura negra do Maranhão, que realizarão a sensibilização e intervenção no Fórum de São Luís com entrega dos dicionários e jogos educativos para servidores(as), durante os dois dias do evento; exposição de livros de autoria negra, por meio da Livraria Lekti – Sebo Livraria, nos dois dias de evento.
A abertura do evento terá como atração cultural a apresentação da cordelista Raimunda Frazão, com destaque para cordéis em homenagem a João do Vale e Maria Firmina dos Reis.
No encerramento da programação, no dia 18, será promovida uma palestra com o tema: “Saúde mental da população negra” com a psicóloga Ana Letícia e o psicólogo Railson Rodrigues (TJMA), a partir das 9h, no auditório Madalena Serejo, no Fórum de São Luís. A atração cultural de encerramento será a apresentação do Grupo Akomabu, do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CNN).
Dia da Consciência Negra – O Dia da Consciência Negra é celebrado no Brasil no dia 20 de novembro – data da morte de Zumbi dos Palmares, que se tornou símbolo de representação de resistência e luta contra a escravidão no país. A data remete à importância de refletir e debater sobre o racismo estrutural no Brasil, sobre a influência do povo de origem africana na formação cultural da sociedade brasileira e para a construção de ações afirmativas de combate às desigualdades sofridas pela população negra em razão de um sistema que submeteu homens e mulheres à escravidão por mais de três séculos.
A data também remete aos anos 70, quando um grupo de estudantes negros do estado do Rio Grande do Sul passou a questionar a proibição da entrada de pessoas negras em um clube da cidade, criando o Coletivo Palmares, realizando reuniões que deram início ao debate contra práticas racistas e pela inserção de pessoas negras nos espaços de poder na sociedade.
Em 2003, o Dia da Consciência Negra entrou no calendário escolar. Em 2011, a data foi oficializada pela Presidenta Dilma Rousseff como o dia 20 sendo o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, através da Lei 12.519, de 10 de novembro de 2011.
Quem foi Zumbi dos Palmares – Zumbi dos Palmares nasceu em 1655, no estado de Alagoas. Símbolo da resistência negra à escravidão, liderou o Quilombo dos Palmares, uma comunidade livre formada por escravizados oriundos das fazendas no Brasil Colonial. Localizado na região da Serra da Barriga, atualmente integra o município alagoano de União dos Palmares.
Zumbi representa a penosa luta das pessoas negras contra a escravidão no Brasil. Enquanto último líder do Quilombo Palmares e o de maior relevância histórica, Zumbi incentivou a fuga de pessoas escravizadas e enfrentou expedições até retirar-se para a guerrilha. Ele também lutou pela liberdade de culto e religião e pela prática da cultura africana no Brasil.
Em 20 de novembro de 1695, Zumbi foi capturado e morto, tendo a sua cabeça decepada e exposta em praça pública.




