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    Home»Turismo»Turismo nacional cresce 43,5% em março na comparação anual com igual período de 2021

    Turismo nacional cresce 43,5% em março na comparação anual com igual período de 2021

    Aquiles Emir19 de maio de 20220
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    Embalado pelos últimos dias de carnaval e pela volta à normalidade em quase todo o país, setor fatura R$ 15,4 bilhões 

    Em março, o turismo nacional faturou R$ 15,4 bilhões – alta de 43,5% (R$ 4,8 bilhões, em termos monetários) –, em relação ao mesmo período de 2021. Os dados são do levantamento do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Diante deste resultado, ainda que os números permaneçam 7,1% inferiores, quando comparados ao mesmo mês de 2019, o setor se aproxima dos patamares anteriores à pandemia.

    O turismo brasileiro cresceu impulsionado, principalmente, pelo setor aéreo, que faturou R$ 4,4 bilhões – aumento de 113,5% em um ano. Entretanto, na comparação com 2019, o segmento apresentou faturamento 3,8% menor (já com a atualização monetária).

    Quatro fatores contribuíram para o crescimento do transporte aéreo no mês, dentre eles, maior contenção da variante ômicron, demanda reprimida na pandemia, dias de carnaval no início do mês e redução quase total das restrições e do uso de máscaras. Além destes fatores, a alta do querosene de aviação influenciou o aumento no faturamento, ao fazer os preços das passagens subirem na segunda quinzena de março.

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    O movimento nos aeroportos também pressionou os meios de hospedagem e restaurantes. Os serviços de alojamento e alimentação, os mais importantes para o setor, cresceram 57,7%, apontando faturamento de R$ 4,45 bilhões. Outra variação expressiva foi observada nas atividades culturais, recreativas e esportivas, que cresceram 33,2%, chegando a R$ 1,25 bilhão.

    Os mesmos fatores que influenciaram o setor aéreo também impactaram o transporte terrestre, que faturou R$ 2,7 bilhões (alta de 11,1%), superando em 9,3% o nível registrado em março de 2019. O aumento das passagens aéreas deve continuar incentivando a procura por viagens via ônibus interestaduais.

     As atividades de locação de meios de transporte, agência de turismo, operadoras e outros serviços apontaram alta anual de 4,5%. O faturamento foi de R$ 2,54 bilhões. Mesmo com a variação relativamente menor às demais, o desempenho do grupo está apenas 3% abaixo do nível de março de 2019.

    Por fim, o transporte aquaviário faturou R$ 41,4 bilhões, registrando queda de 1,6% na comparação anual. A baixa está relacionada à base de comparação, já que o setor apresentou desempenho bastante favorável durante a pandemia, superando, em 25,2%, o nível anterior à crise sanitária.

    Para os resultados de abril, a expectativa é que feriados e desfiles de carnaval, além da própria base de comparação – já que, no ano passado, o faturamento estava na casa dos R$ 10 bilhões –, demonstrem impacto positivo no turismo nacional. No entanto, há o desafio de amenizar o aumento dos custos, tanto para reduzir o repasse aos consumidores, quanto para manter a lucratividade.

    Para Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, ao mesmo tempo que se celebra a equiparação do faturamento ao pré-pandemia, observa-se que o cenário econômico que se desenha implicará queda no número de pessoas viajando, seja a lazer, seja a negócios.

    “A diversificação da oferta de produtos com custo final mais baixo ou com boas condições de parcelamento pode ser uma alternativa para o setor de agenciamento e operação. O turismo doméstico de curta distância tende a sair fortalecido”, avalia ela.

    Nota metodológica – O estudo é baseado nas informações da Pesquisa Anual de Serviços e dados atualizados com as variações da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números são atualizados mensalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e foram escolhidas as atividades que têm relação total ou parcial com o turismo. Para as atividades que têm relação parcial, foram utilizados dados de emprego ou de entidades específicas para realizar uma aproximação da participação do turismo no total.

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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