Técnico usou espaço na mídia para falar sobre o assunto
Todo o mundo sabe do amor dos brasileiros pelo futebol, sentimento esse que deu ao país o título de “país do futebol”, com um número imenso de expectadores, torcedores e apostadores que aproveitam as condições das casas de apostas esportivas. Leia este artigo para se informar mais sobre essas condições. Porém, há um assunto que preocupa os envolvidos na modalidade esportiva e que mancha a história do futebol brasileiro.
O técnico de um dos principais times do Brasil, usou o seu espaço na mídia para falar sobre um assunto velho, mas não resolvido. A violência das torcidas organizadas amedronta e coloca em risco a permanência de Abel Ferreira no país.
Para alguns jornalistas esportivos, é importante que uma pessoa que ocupa um lugar influente aborde o assunto e cobre ações resolutivas. À frente do Palmeiras, o treinador vive uma dualidade de sentimentos com a torcida, se por um lado, desfruta do amor e apoio dos palmeirenses que não medem esforços para ver seu clube entre os mais populares do país, por outro teme a violência e as cobranças desmedidas das conhecidas torcidas organizadas.
Abel, usou o espaço da coletiva após partida contra o Guarani, no último domingo no Allianz Parque, para fazer um longo desabafo sobre o problema da violência. Mesmo sem ter sido questionado sobre o assunto, o treinador se mostrou indignado ao saber sobre a morte de um torcedor em Belo Horizonte. “Os organismos, quer sejam os do futebol, quer sejam extra-futebol, têm que assumir, dar as caras, exercer os cargos que têm. Têm que justificar o cargo que tem. Quando eu não ganho, pedem responsabilidades. Isso é o que espero que cada pessoa em seu cargo faça, assuma responsabilidades. Pelo bem do futebol brasileiro. De todos nós. Que se junte a CBF, quem organiza estaduais, o Ministério Público, mas que se tomem medidas.”
O técnico também citou acontecimentos semelhantes em outros países, como Inglaterra e México e cogitou a possibilidade de repensar sua permanência no Brasil, alegando medo por todos. “É preciso passar à ação. Palavras, o vento leva. Isso me preocupa muito. A segurança me preocupa muito. Quando entrei aqui e vi as imagens no México e me dizem que se passa a mesma coisa no Brasil, vou ter que pensar muito bem no que quero para minha família, para mim e meus jogadores.”
A violência das torcidas organizadas assusta e afasta cada vez mais as famílias dos estádios de futebol. A falta de atitudes que resolvam esse problema gera no grande público a sensação de impunidade.
Imagem: Reprodução




