Retomada de antigo projeto industrial
O governador Carlos Brandão entregou neste domingo (16) a primeira etapa do Polo de Corte, Costura e Confecção de Rosário, empreendimento que resgata o objetivo de transformar social e economicamente a Região do Munim com o crescimento da indústria de vestuário. A primeira empresa a se instalar é a Alta Costura MM, que produz peças para marcas como Bo.Bô, Richards e Cris Barros.
A revitalização do polo de confecções é uma iniciativa conjunta do Governo do Estado, Prefeitura Municipal, Federação das Indústrias (Fiema), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas (Sebrae) e Associação MM Solidária Projetos Sociais.
O polo conta com um galpão de 2.200 m² com 170 máquinas de costura, equipamentos de apoio e estrutura para abrigar empresas especializadas em corte, costura e modelagem.
A Alta Costura MM confecciona peças para marcas de alto padrão. Muitos dos mais de cem contratados da empresa conquistaram a vaga depois de capacitação no Senai de Rosário, que funciona ao lado do polo, e este ano inaugurou um laboratório de costura com equipamentos de primeira linha.

Capacitação – Viviane Marques, 29 anos, é uma das alunas do Senai-MA que acabou de ser contratada. Ela contou que aprendeu a fazer os primeiros pontos com a mãe, com quem trabalhou em casa fazendo fardamentos escolares.
O diretor regional do Senai, Raimundo Arruda, explicou que a entidade apoia a restauração do polo de confecção em Rosário com a oferta de capacitação profissional e suporte à gestão, em parceria com a empresa Alta Costura MM. O próximo treinamento será sobre manutenção de máquinas de costura em Fortaleza (CE).
Com essa série de ações, Rosário pode se tornar um polo industrial de vestuário, aproveitando também o turismo, já que a cidade é passagem para os Lençóis Maranhenses e isso pode favorecer a comercialização de peças.
A presidente do Sindicato das Indústrias de Malharia e de Confecções de Roupas em geral do Estado do Maranhão (Sindivest), Ana Rute Nunes, confirmou que mão de obra qualificada é uma necessidade do setor e que a parceria com SENAI vai sanar essa carência.
Edilson Baldez, presidente da Fiema, enfatizou a importância da parceria entre governo, setor privado e Sistema S, falou do compromisso de ampliar etapas do polo e elogiou o projeto como alavanca para desenvolvimento regional.
“Estamos restaurando o projeto do polo de confecção em Rosário por sua vocação e localização estratégica, que liga o continente à Ilha de São Luís, e está próximo à Zona de Processamento de Exportação (ZPE Bacabeira). O polo tem relevância para toda a Região do Munim’, reforçou.

Indústria de vestuário – O governador Carlos Brandão lembrou da transformação do galpão abandonado em polo produtivo; elogiou a trajetória de Manoel Messias, proprietário da Alta Costura MM; detalhou investimento estadual de R$ 7 milhões; da doação de R$ 3 milhões, por meio de parceria privada com a empresa Gees S/A, para aquisição de equipamentos e isenção fiscal para incentivar a instalação das empresas.
“Temos metas de expansão do polo, estratégias para venda da produção com outros empresários parceiros e planos para a ZPE e outras obras para impulsionar empregos na região e no estado como um todo”, resumiu o governador.
A cerimônia de entrega da primeira etapa do Polo de Corte, Costura e Confecção de Rosário foi bastante concorrida. Estiveram presentes diversas autoridades e lideranças, entre elas os diretores da Fiema Osvaldo Amaral Pavão e Tânia Miyake; o superintendente da Fiema
Iracema Vale ressaltou o impacto social da retomada do polo de confecção sobre mulheres, que compõem a maior parte da mão de obra. O prefeito de Rosário, Jonas Magno, informou sobre medidas como a criação de bolsas de incentivo para mulheres em treinamento. Júnior Marreca, secretário de Indústria e Comércio, disse que o polo é instrumento de transformação socioeconômica, elogiou parcerias locais e o papel da associação nessa retomada. Celso Gonçalo agradeceu parcerias, evidenciou o compromisso do SEBRAE em apoio à gestão da empresa instalada e acesso a mercado para fortalecer o polo.
Manoel Messias de França dos Santos, rosariense proprietário da Alta Costura MM, contou sua história de superação desde que começou a trabalhar vendendo laranja até empreender.
“Queremos chegar a 300 empregos formais até 2026 e 3 mil postos de trabalho em cinco anos”, revelou pedindo às pessoas que não desistam dos seus sonhos diante das dificuldades, pois ele é uma prova de que é preciso insistir, ser resiliente para vencer na vida.
Robson Bazan, representando a NK, afirmou que a parceria com a Alta Costura MM foi retomada há cerca de três meses e que o objetivo agora é aumentar significativamente o volume de produção no Maranhão com um novo projeto. “A presença de grandes marcas no portfólio da MM comprova a qualidade do trabalho, mas é preciso manter a produtividade para transformar essareputação em escala. Acredito no potencial de formação de um polo regional que atraia outras cooperativas e empresas do vestuário, desde jeans até fashion. A qualidade e performance das empresas instaladas no polo de Rosário serão decisivas para o sucesso e crescimento local do polo”, argumentou.




