Mãe e filho estavam sob efeito de bebida alcoólica
Poder Judiciário da Comarca de Timon, por meio da 3ª Vara Criminal, realizou, na última sexta-feira (28), uma sessão do Tribunal do Júri em que réu Elielton Barbosa dos Santos foi julgado sob acusação de ter matado a própria mãe, Bárbara Lima de Oliveira, com um golpe de faca. O fato ocorreu em 12 de abril de 2020.
O conselho de sentença entendeu que o réu não teve a intenção de matar, optando pela desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte.
Ao final, Elielton recebeu a pena de 2 anos e nove meses, mas como já estava preso desde o crime, resultando em cumprimento integral da pena, ele foi posto em liberdade.
De acordo com o inquérito policial, na data citada, no Bairro Cidade Nova, o denunciado desferiu um golpe contra a vítima, sua genitora. O denunciado discutiu com a vítima e ambos chegaram à agressão mútua, embora levemente.
Algum tempo após, Bárbara se encontrava em sua casa, na companhia de seu companheiro, já deitados, haja vista que passaram o dia ingerindo bebida alcoólica, instante em que o Elielton chegou, bastante alterado, passando a falar com a vítima sobre um dinheiro do auxílio emergencial que esta ia solicitar para ele.
Briga – Ato contínuo, instaurou-se uma discussão entre os dois, chegando às vias de fato, sendo que, inclusive, alguns utensílios domésticos foram danificados. Nesse momento, o companheiro de Bárbara tentou intervir, porém, ela não permitiu, dizendo para ele não se meter, pois era briga de mãe e filho.
Desse modo, durante a confusão, o denunciado se apoderou do aparelho celular da vítima, tentando levá-lo consigo.
Quando ele já estava saindo da casa levando o celular, a vítima pegou uma faca, instante em que se iniciou nova luta corporal. Na contenda, o denunciado conseguiu tomar a faca da vítima e, após desarmá-la, teria aplicado um golpe na barriga de Bárbara.
A sessão de julgamento, presidida pelo juiz Paulo Roberto, foi realizada no plenário do Edifício Amarantino Ribeiro Gonçalves. Atuou na acusação a promotora de Justiça Karina Freitas Chaves e, na defesa, atuou a advogada Creuza Maria Lopes, que trabalhou como defensora pública.




