Quando usou a expressão “nós” ministro estava ao lado de políticos de esquerda e integrantes do governo
AQUILES EMIR
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, veio a público nesta quinta-feira (12) para dizer que não quis ofender bolsonaristas nem o movimento político de direita, que considera legítimo, ao discursar no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Na sua fala aos estudantes, após ser vaiado, Barroso, ao lado de integrantes do governo e militantes de partidos de esquerda, disse “nós derrotamos o bolsonarismo”.
Antes de Barroso, o STF também divulgou nota, em que diz ser o “nós” do ministro, o voto popular.
Esta não foi a primeira vez que Barroso usou expressão que sinalizam sua preferência política e militância partidária. Em novembro do ano passado, ao ser abordado por uym brasileiro em Nova York (EUA) sobre as eleições presidenciais, deu uma declaração polêmica: “perdeu, mané. Não amola”.
O ministro em suas redes sociais disse que “na data de ontem, em Congresso da União Nacional dos Estudantes, utilizei a expressão “Derrotamos o Bolsonarismo”, quando na verdade me referia ao extremismo golpista e violento que se manifestou no 8 de janeiro e que corresponde a uma minoria”.
Numa segunda postais, frisou que “jamais pretendi ofender os 58 milhões de eleitores do ex-Presidente nem criticar uma visão de mundo conservadora e democrática, que é legítima. Tenho o maior respeito por todos os eleitores e por todos os políticos democratas, sejam eles conservadores, liberais ou progressistas”.
Eis a nota oficial sobre a sua fala:
Na data de ontem, em Congresso da União Nacional dos Estudantes, utilizei a expressão “Derrotamos o Bolsonarismo”, quando na verdade me referia ao extremismo golpista e violento que se manifestou no 8 de janeiro e que corresponde a uma minoria. Jamais pretendi ofender os 58 milhões de eleitores do ex-Presidente nem criticar uma visão de mundo conservadora e democrática, que é perfeitamente legítima. Tenho o maior respeito por todos os eleitores e por todos os políticos democratas, sejam eles conservadores, liberais ou progressistas.




