Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Poder e Política»Com direita consolidada no Brasil, Jair Bolsonaro pode reconquistar sua liderança, diz agência russa Sputnik
    Poder e Política

    Com direita consolidada no Brasil, Jair Bolsonaro pode reconquistar sua liderança, diz agência russa Sputnik

    Aquiles Emir25 de fevereiro de 202307 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Bolsonaro participa de manifestação de apoiadores em Brasília (João Cruz/Agência Brasil)
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Eleitorado de direita está mais politizado do que nunca

    ANA LÍVIA ESTEVES

    Pesquisa realizada pelo DataSenado aponta que o eleitorado associado à direita no Brasil encontra-se consolidado, apesar da derrota eleitoral de Jair Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva em outubro de 2022. De acordo com o estudo, o índice de brasileiros que não se identificavam nem com a direita, nem com a esquerda, caiu de 55% em 2021 para 38% em 2022.

    Atualmente, os eleitores que se afirmam de esquerda representam 17% do eleitorado, enquanto os de direita representam 31%.

    De acordo com o professor de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador associado do Observatório da Extrema Direita Fábio Gentile, a capilaridade do pensamento associado à direita no Brasil não é uma novidade.

    “O Brasil é um país com tradição autoritária, que enfrentou fases de autoritarismo, tanto na Era Vargas quanto na ditadura militar, e a permanência de elementos autoritários durante a sua redemocratização”, disse Gentile à Sputnik Brasil. “Então não é estranho que tenhamos esse eleitorado consolidado.”

    O especialista lembra que Bolsonaro teve bom desempenho eleitoral em 2022 e garantiu ampla representação de seus apoiadores no Congresso Nacional.

    “Bolsonaro teve uma votação muito expressiva. São 59 milhões de pessoas que votaram nele, o que não é casual e não pode ser explicado somente como uma rejeição ao Lula e ao PT, ainda que isso seja um fenômeno importante”, considerou Gentile. “Bolsonaro ganhou um consenso de massa.”

    Enfraquecimento – Apesar da performance, a professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (LAPPCOM), Mayra Goulart, acredita que o bolsonarismo enfrenta um processo de enfraquecimento, iniciado ainda durante a gestão do ex-capitão.

    “Ao longo do governo Bolsonaro, parcelas desse movimento político […] passaram a discordar do radicalismo do presidente e de medidas que ele adotou na seara econômica e sanitária”, considerou Goulart.

    “Isso gerou uma fragmentação da maioria eleitoral formada em torno de Jair Bolsonaro, que possibilitou a sua derrota eleitoral, uma vez que algumas franjas do bolsonarismo já haviam se descolado.”

    Segundo a especialista, as divisões internas do movimento bolsonarista tendem a se acentuar durante o governo Lula.

    “Esse processo de fragmentação e enfraquecimento do bolsonarismo aumenta, porque as parcelas fisiologistas, que precisam da proximidade com o poder, se afastam e começam a caminhar em direção ao centro, ou mesmo em direção ao PT”, considerou Goulart.

    O dilema entre participar do jogo político ou partir para uma oposição mais radicalizada está no centro da recente polêmica entre o ex-presidente Bolsonaro e a deputada Carla Zambelli, que propôs mudanças nas estratégias da extrema direita. Em entrevista à Folha de São Paulo, Zambelli afirmou que com “Bolsonaro não ganhando a gente tem que virar a chave”

    “A direita e extrema direita que está hoje representada de forma expressiva no Congresso tem um dilema: ou se institucionaliza, ou se radicaliza”, acredita Gentile.

    Segundo Goulart, o grupo bolsonarista já está em pleno processo de radicalização, apesar de ter sido reduzido numericamente.

    “Os atos de 8 de janeiro […] não foram acompanhados por parte da população e geraram […] enfraquecimento do bolsonarismo, acompanhado por uma radicalização daqueles que se mantêm no movimento”, considerou Goulart. “Ou seja, o bolsonarismo vai se tornando cada vez menor e mais radical.”

    Religiosidade em alta – Gentile concorda que os eventos de 08 de janeiro enfraqueceram a extrema direita, mas lembra que nem todos os segmentos desse grupo foram afetados da mesma maneira.

    “Alguns segmentos da extrema direita saíram mais enfraquecidos do que outros do 8 de janeiro”, disse Gentile. “A direita religiosa pode ter saído desse evento sem grandes problemas, até porque sua agenda de valores é transversal, mais resiliente a mudanças.”

    Para Gentile, a camada evangélica terá um papel relevante na formação da extrema direita pós-Bolsonaro, trazendo não só a pauta dos valores da família clássica, mas também da segurança pública, “que tem o poder de aglutinar a direita como um todo”.

    Goulart aposta que a extrema direita marcará a sua posição na pauta de direitos civis, o que seria “uma reação ao processo de inclusão, sobretudo simbólica, social e cultural, dessas minorias não demográficas, em particular os LGBTQIA+”.

    Já a agenda neoliberal mais radical, defendida durante o governo Bolsonaro pelo então ministro da Economia Paulo Guedes, pode ser relegada ao segundo plano.

    A política neoliberal de Guedes foi um fracasso total. Então acredito que as próximas lideranças vão manter uma postura mais moderada nesse sentido”, apostou Gentile.

    Dom Bolsonaro – A ausência prolongada de Jair Bolsonaro, que se encontra nos EUA sem data certa para regressar ao Brasil, gera debate sobre sua eventual substituição por um novo líder de extrema direita.

    Em sua entrevista à Folha de São Paulo, Carla Zambelli admite que a direita radical está com dificuldades para se organizar como oposição e está sem liderança.

    “Bolsonaro sabe o que fazer na hora certa. Ele poderia nos dar um pouco de orientação. Essa orientação não está vindo, então cada um acaba indo para um lado. Então, não temos conseguido nos organizar enquanto oposição”, disse Zambelli.

    Para Gentile, o movimento bolsonarista pode sobreviver sem Bolsonaro, ainda que a figura do ex-presidente seja muito relevante para o grupo.

    “É possível que Bolsonaro volte à liderança”, considerou Gentile. “Não será fácil, já que ele está sendo alvo de processos judiciais e pode ficar inelegível.”

    Caso não volte, uma fila de políticos aptos a assumir o posto poderá se formar no Senado, que conta com expoentes do movimento, como Damares Alves (Republicanos-DF), Ciro Nogueira (PP-AL), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e, claro, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

    Acredito que as próximas lideranças serão mais moderadas do que Bolsonaro”, considerou Gentile. “Existem alguns líderes que podem despontar, como [o governador de São Paulo] Tarcísio Freitas e o [senador Sérgio] Moro [União Brasil-PR].”

    Novo partido – Caso os principais partidos da direita se aproximem do centro, para poder partilhar das benesses orçamentárias garantidas pelo Palácio do Planalto, grupos bolsonaristas poderão retomar projetos de formação de um partido para chamar de seu.

    Durante o governo Bolsonaro, sua base mais fiel considerou a formação de um partido chamado Aliança pelo Brasil, ou “partido três-oitão”, em referência à sua adesão à pauta armamentista e ao número 38, escolhido pelos idealizadores da agremiação.

    Goulart, no entanto, lembra que a legislação brasileira desfavorece a formação de partidos menores, que têm pouco acesso aos recursos garantidos pelo fundo eleitoral.

    “O fundo partidário é calculado a partir da bancada eleita, por isso, partidos muito nichados têm um teto maior do que partidos com uma maior abrangência”, disse Goulart. “Partidos que aceitam pessoas de um espectro ideológico maior tendem a ter mais votos, mais cadeiras e, logo, mais acesso ao fundo eleitoral.”

    Gentile aconselha que os analistas aguardem as eleições municipais de 2024 para entender qual o real impacto que o 8 de janeiro e o início do governo Lula terá no eleitorado de extrema direita.

    Até lá, os militantes do grupo acompanham o lento despertar de Jair Bolsonaro, que deve se encontrar com o ex-presidente Donald Trump, em evento da Conferência Anual de Ação Política Conservadora (CPAC), que acontecerá em Washington entre os dias 1º e 4 de março.

    Nesta segunda-feira (20), o instituto de pesquisa DataSenado publicou uma pesquisa que aponta a consolidação do eleitorado de direita no país. Os dados ainda revelam o aumento da politização do eleitorado brasileiro, com índices cada vez menores de eleitores que não se posicionam politicamente.

    (Agência Sputnik)

    FIEMA
    Previous ArticleAutoridades e pecuaristas do Maranhão debatem riscos da vaca louca após caso confirmado no estado do Pará
    Next Article No litoral paulista, Alckmin defende que famílias que vivem em áreas de risco sejam prioridade em política habitacional
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Poder e Política


    Seleção Brasileira se despede da torcida com a goleada sobre o Panamá: 6 a 2

    31 de maio de 2026
    Poder e Política


    Câmara aprova, em dois turnos, PEC que acaba com a escala 6×1 e diminui carga horária para quarenta horais semanais

    28 de maio de 2026
    Poder e Política


    Da bancada do Maranhão, apenas os deputados Paulo Marinho Júnior e Sílvio Antônio deixaram de votar pelo fim da escala 6 x 1

    28 de maio de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 9   +   5   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    O empresário Maurício Feijó toma posse, neste sábado (30), na presidência do Sistema Federação do Comércio (Fecomércio) para cumprimento do segundo mandato, que vai até 2030. O evento está marcado para às 19h, no Condomínio Fecomércio, na Avenida dos Holandeses, no bairro do Calhau, em São Luís (MA).

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Seleção Brasileira se despede da torcida com a goleada sobre o Panamá: 6 a 2

    31 de maio de 2026


    Empresário Maurício Feijó é empossado para segundo mandato na Federação do Comércio do Maranhão

    31 de maio de 2026

    31 de maio de 2026


    Divisão do território maranhense para criação de dois estados saiu da agenda política e deputado Márcio Honaiser explica por quê

    31 de maio de 2026


    Carlo Ancelotti apresenta neste domingo, no Maracanã, o time que vai disputar a Copa do Mundo em busca do hexa

    31 de maio de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.