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    Home»Brasil»No litoral paulista, Alckmin defende que famílias que vivem em áreas de risco sejam prioridade em política habitacional
    Brasil

    No litoral paulista, Alckmin defende que famílias que vivem em áreas de risco sejam prioridade em política habitacional

    Aquiles Emir25 de fevereiro de 202304 Mins Read
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    Vice-presidente esteve neste sábado em São Sebastião

    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmim, participou neste sábado (25), em Santos (SP), de uma reunião com a Força-Tarefa do Governo do Brasil, coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para tratar dos efeitos causados pelas fortes chuvas no litoral norte paulista.

    O encontro contou com a participação dos ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Igualdade Racial, Anielle Franco, além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, e do secretário de Comunicação Institucional da Secom/PR, Maneco Hanssen.

    Durante o encontro, Alckmin defendeu que as famílias que perderam suas casas por conta do desastre sejam prioridade na conquista por uma nova moradia. O vice-presidente destacou as mudanças realizadas no programa Minha Casa, Minha Vida para atender as famílias com menor renda, que geralmente moram em áreas de alto risco e sofrem com desastres naturais.

    “Se pegar o orçamento deste ano, o item que teve o maior acréscimo foi exatamente para moradias. São R$ 10,5 bilhões, com prioridade para a chamada Faixa 1, para famílias de menor renda mensal, aquelas que acabam morando em lugares mais distantes, menos seguros. Essa é a prioridade”, afirmou o vice-presidente.

    Alckmin enfatizou a importância dos programas habitacionais como forma de prevenção dos desastres. “Primeiro vem a prevenção e, por isso, há a necessidade de programas habitacionais, pois as pessoas necessitam de algum lugar seguro para morar. Vamos juntar os esforços de municípios, estados e União nesse sentido”, afirmou.

    O vice-presidente também afirmou que a educação ambiental em escolas é fundamental no processo de prevenção de acidentes e que o Brasil deve desempenhar um importante papel na conscientização sobre o tema no planeta.

    “A mudança climática, hoje, é um fato gravíssimo. Temos tempestades gravíssimas com frequência. Com isso, temos um sério problema de defesa civil, segurança e saúde pública. Com o aquecimento, temos problemas econômicos. Enchentes em alguns lugares e secas em outros. Por isso é importante o combate às mudanças climáticas. É uma responsabilidade planetária, em que o Brasil vai ser um grande protagonista. Educação é o caminho”, comentou.

    Antes da reunião, Alckmin visitou o navio-aeródromo multipropósito Atlântico, enviado pela Marinha para reforçar o atendimento médico aos desabrigados pelo desastre, por meio de um hospital de campanha, e parabenizou as Forças Armadas pelo trabalho de apoio à população atendida. “A nota é 11, dez é pouco. Fez toda a diferença. É impressionante o profissionalismo, a tecnologia e o time”, disse.

    Durante a reunião, o ministro Waldez Góes destacou os trabalhos realizados pela Defesa Civil Nacional, além do apoio popular e de todos envolvidos nas ações de resposta. “Há uma sinergia muito grande do público e da sociedade civil conosco. Obviamente que essas ações de resposta não acontecem na velocidade que a população deseja, mas estamos fazendo um esforço hercúleo, que foi redobrado com a chegada da Marinha do Brasil”, comentou o ministro.

    No período da tarde, as autoridades presentes participaram de um sobrevoo nas áreas afetadas pelas fortes chuvas em São Sebastião, cidade mais atingida.

    Calamidade pública e repasses – Na última segunda-feira (20), a Defesa Civil Nacional reconheceu, de forma sumária, o estado de calamidade pública nas cidades de São Sebastião, Caraguatatuba, Guarujá, Bertioga, Ilhabela e Ubatuba. O objetivo foi agilizar as medidas de assistência à população afetada, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada.

    Quatro dessas cidades já receberam recursos para atendimento à população afetada. Foram autorizados repasses de R$ 7 milhões para São Sebastião, R$ 1,3 milhão para Caraguatatuba, R$ 284,8 mil para Ubatuba e R$ 898,8 mil para Bertioga, totalizando R$ 9,5 milhões. Os municípios vão usar os recursos na compra de cestas básicas, kits de limpeza, dormitório, higiene pessoal, colchões e combustível. Outros repasses estão previstos à medida que os planos de trabalho sejam enviados pelas prefeituras e aprovados pela Defesa Civil Nacional.

    (Fonte: Brasil 61)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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