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    Home»Brasil»Greenpeace Brasil alerta para riscos do PL da Devastação na Foz do Amazonas
    Brasil

    Greenpeace Brasil alerta para riscos do PL da Devastação na Foz do Amazonas

    Aquiles Emir19 de julho de 202505 Mins Read
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    um mês após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizar leilão ofertando 47 novos blocos para exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas - além de outros blocos em demais regiões do Brasil -, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que implode o processo de licenciamento ambiental, o PL da Devastação, em 17 de julho. Segundo o texto do  projeto de Lei 2159/21 aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 17, o licenciamento ambiental para exploração de petróleo no Brasil será do tipo “simplificado” e o estudo de impacto ambiental será exigido somente em “situações excepcionais” e que sejam devidamente justificadas pela autoridade licenciadora, algo totalmente oposto ao processo em curso no Bloco 59, que está há 12 anos em fase de análise devido à complexidade socioambiental do empreendimento. "Em junho, as petroleiras, incluindo a Petrobras, compraram 19 blocos de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas como quem reserva apartamentos na planta: elas apostam na certeza política de que o prédio será erguido às pressas, beneficiados por um licenciamento de alicerces frágeis. Não à toa, 40% dos blocos ofertados nesta região foram leiloados para apenas quatro petroleiras. Certamente, já havia a expectativa de que o PL da Devastação será o alvará que elas precisam para liberar a construção de um futuro afundado nos combustíveis fósseis", comenta a porta-voz da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade. Embora o licenciamento do Bloco 59 não seja diretamente afetado pela aprovação do PL da Devastação, as regras propostas pelo projeto 2159/21, como a Licença Ambiental Única, abrem caminho para que os 19 blocos na Bacia da Foz do Amazonas recém-arrematados no leilão da ANP escapem de uma análise ambiental técnica robusta. Não à toa, o processo de licenciamento do bloco 59 já dura mais de uma década. Em agosto, ocorre uma etapa decisiva desse processo: a Petrobras deve realizar uma Avaliação Pré-operacional (APO), que consiste em uma simulação da capacidade da empresa de conter um possível derramamento de óleo na região. Após a realização da APO, caberá ao Ibama analisar os resultados e tomar uma decisão sobre a emissão da licença. “A complexidade do licenciamento do Bloco 59 tem nos mostrado o quanto a atividade de exploração de combustíveis fósseis não pode ser tratada com superficialidade, e que são muitos os interesses políticos ali envolvidos. Uma autorização para furar o fundo do mar não deveria se resumir a um pedaço de papel com 5 linhas de relatório, como propõe o projeto de Lei 2159/21. Se sancionado, este projeto aumentará os riscos ambientais na Foz do Amazonas, compactuando para a devastação do nosso oceano e colocando em risco as populações indígenas e tradicionais da região”, explica Andrade. Mesmo sem o PL da Devastação, as comunidades já relatam que não são ouvidas Além dos danos ambientais, um dos maiores riscos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas é o impacto direto nas comunidades tradicionais que habitam a região. Entre elas, estão os povos indígenas, como os da Terra Indígena Uaçá, Juminã e Galibi, que enfrentam desafios tanto ambientais quanto sociais com a proximidade das operações petrolíferas. As comunidades indígenas também expressam suas preocupações em relação à ausência de consulta prévia sobre o impacto da exploração em suas terras. De acordo com o Protocolo de Consulta dos Povos Indígenas do Oiapoque, os indígenas exigem ser ouvidos no processo de licenciamento e questionam como as operações serão realizadas de forma segura, caso ocorra um acidente com derramamento de óleo, algo que afetaria diretamente os animais e os próprios habitantes das terras indígenas. Na cidade de Oiapoque (AP), mais de 60 caciques dos povos indígenas Karipuna, Galibi Marworno, Galibi Kali’na e Palikur Arukwayene, assinaram uma carta exigindo a imediata suspensão do processo de lice
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    Congresso aprovou texto que modifica licenciamento ambiental 

    Exatamente um mês após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizar leilão ofertando 47 novos blocos para exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas – além de outros blocos em demais regiões do Brasil -, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que implode o processo de licenciamento ambiental, o PL da Devastação, em 17 de julho.

    Segundo o texto do  projeto de Lei 2159/21 aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 17, o licenciamento ambiental para exploração de petróleo no Brasil será do tipo “simplificado” e o estudo de impacto ambiental será exigido somente em “situações excepcionais” e que sejam devidamente justificadas pela autoridade licenciadora, algo totalmente oposto ao processo em curso no Bloco 59, que está há 12 anos em fase de análise devido à complexidade socioambiental do empreendimento.

    “Em junho, as petroleiras, incluindo a Petrobras, compraram 19 blocos de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas como quem reserva apartamentos na planta: elas apostam na certeza política de que o prédio será erguido às pressas, beneficiados por um licenciamento de alicerces frágeis. Não à toa, 40% dos blocos ofertados nesta região foram leiloados para apenas quatro petroleiras. Certamente, já havia a expectativa de que o PL da Devastação será o alvará que elas precisam para liberar a construção de um futuro afundado nos combustíveis fósseis”, comenta a porta-voz da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.

    Embora o licenciamento do Bloco 59 não seja diretamente afetado pela aprovação do PL da Devastação, as regras propostas pelo projeto 2159/21, como a Licença Ambiental Única, abrem caminho para que os 19 blocos na Bacia da Foz do Amazonas recém-arrematados no leilão da ANP escapem de uma análise ambiental técnica robusta.

    Não à toa, o processo de licenciamento do bloco 59 já dura mais de uma década. Em agosto, ocorre uma etapa decisiva desse processo: a Petrobras deve realizar uma Avaliação Pré-operacional (APO), que consiste em uma simulação da capacidade da empresa de conter um possível derramamento de óleo na região. Após a realização da APO, caberá ao Ibama analisar os resultados e tomar uma decisão sobre a emissão da licença.

    “A complexidade do licenciamento do Bloco 59 tem nos mostrado o quanto a atividade de exploração de combustíveis fósseis não pode ser tratada com superficialidade, e que são muitos os interesses políticos ali envolvidos. Uma autorização para furar o fundo do mar não deveria se resumir a um pedaço de papel com 5 linhas de relatório, como propõe o projeto de Lei 2159/21. Se sancionado, este projeto aumentará os riscos ambientais na Foz do Amazonas, compactuando para a devastação do nosso oceano e colocando em risco as populações indígenas e tradicionais da região”, explica Andrade.

    Mesmo sem o PL da Devastação, as comunidades já relatam que não são ouvidas

    Além dos danos ambientais, um dos maiores riscos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas é o impacto direto nas comunidades tradicionais que habitam a região. Entre elas, estão os povos indígenas, como os da Terra Indígena Uaçá, Juminã e Galibi, que enfrentam desafios tanto ambientais quanto sociais com a proximidade das operações petrolíferas.

    As comunidades indígenas também expressam suas preocupações em relação à ausência de consulta prévia sobre o impacto da exploração em suas terras. De acordo com o Protocolo de Consulta dos Povos Indígenas do Oiapoque, os indígenas exigem ser ouvidos no processo de licenciamento e questionam como as operações serão realizadas de forma segura, caso ocorra um acidente com derramamento de óleo, algo que afetaria diretamente os animais e os próprios habitantes das terras indígenas.

    Na cidade de Oiapoque (AP), mais de 60 caciques dos povos indígenas Karipuna, Galibi Marworno, Galibi Kali’na e Palikur Arukwayene, assinaram uma carta exigindo a imediata suspensão do processo de licenciamento do bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, e de todos os blocos leiloados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A atividade de perfuração pode resultar na perda de territórios tradicionais, na redução de áreas pesqueiras e na diminuição de recursos naturais essenciais para a subsistência dessas populações, aumentando as tensões e o risco de deslocamento forçado.

    Riscos Ambientais: impactos ao ecossistema marinho e costeiro

    A Bacia da Foz do Amazonas ocupa uma faixa do território marítimo que se estende do Amapá até a Baía do Marajó, cobrindo uma área da Margem Equatorial, onde a Petrobras solicitou a exploração de petróleo e gás natural e outras empresas como Exxon-Mobil, Chevron Brasil e CNPC Brasil anseiam vasculhar. A região é rica em biodiversidade marinha, com espécies endêmicas e ecossistemas frágeis, como recifes e manguezais, que estão intimamente associados com a segurança alimentar das comunidades da região e o aporte de recursos pesqueiros para vários lugares do Brasil e do mundo.

    A exploração de petróleo nesta área apresenta riscos graves decontaminação por derrames de petróleo e poluição química, que podem comprometer esses ecossistemas críticos. A atividade de perfuração também pode alterar a qualidade da água, prejudicando diretamente a fauna marinha e as comunidades costeiras que dependem da pesca para sua subsistência.

     

    Sobre o Greenpeace Brasil

    O Greenpeace Brasil é uma organização ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente. Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pacífico, a organização atua há mais de 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destruição das florestas.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    No momento em que foi intensificado o debate no Brasil pelo fim da jornada de trabalho semanal de 6 x 1 para adoção de uma de 5 x 2, servidores públicos no Maranhão experimentam uma escala semanal de 3 x 4, com ponto facultativo na segunda folga na terça-feira pelo feriado do Dia de Tiradentes, mais o sábado e o domingo. Bom trabalho para quem pode gozar deste privilégio.

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