Antecessor fez balanço positivo de sua gestão na AML
AQUILES EMIR
Ao tomar posse nesta quinta-feira (17) na presidência da Academia Maranhense de Letras (AML), o desembargador e escritor Lourival Serejo anunciou que pretende levar as ações da instituição aos diversos segmentos da sociedade, a fim de difundir os trabalhos literários dos acadêmicos. Segundo ele, isto vai se dar por meios de eventos em escolas secundaristas, universidades, feiras de livros, realização de seminários, concursos literários etc.
Na abertura do seu discurso, o novo presidente da AML lembrou do grande desafio que a Casa de Antônio Lobo terá de enfrentar: as mídias eletrônicas, que cada vez mais avançam e tornam-se a grande opção de leitura de uma importante parcela da sociedade, principalmente o segmento mais jovem.
“Os aplicativos e programas à disposição dos usuários da internet passaram a competir com as atividades presenciais, a prática de leituras, as reuniões de debates, em que a face do outro está à nossa frente, em que o movimento de virada da página de um livro transmudou-se na luminosidade de uma tela”, disse ele.
Ainda de acordo com Lourival Serejo, a Academia terá de se reinventar para enfrentar este momento e avanço tecnológico
“Esse é o grande desafio que a nova diretoria desta Casa vai enfrentar: a reinvenção da Academia para que ela não fique parada no tempo, apenas recordando o que aconteceu no passado. Precisamos criar o novo e trazer o futuro para o presente, ou nos transformarmos na própria mudança, como queria Gandhi.”
Lourival Serejo está encerrando seu mandato de presidente do Tribunal de Justiça e disse que no Judiciário enfrentou o mesmo problema do seu antecessor na AML, Carlos Gaspar: as limitações impostas pelas medidas para enfrentamento da covid-19. Ele espera que a partir de agora haja um ambiente mais favorável para as ações dos imortais.
Sobre as condições encontrados, disse que Carlos Gaspar lhe proporcionou encontrar uma casa organizada, administrativa e financeiramente, além da motivação dos acadêmicos, e isto facilita muito o trabalho que irá desenvolver.
Ele disse ainda que essa troca de comando poderia se dar num ambiente mais festivo, mas ainda não é aconselhável esse tipo de aglomeração.

Balanço – No seu discurso de despedida da presidência, Carlos Gaspar fez um ligeiro balanço das ações desenvolvidas, dentre elas a edição da Revista da Academia, que teve cinco números em 150 dias, enquanto em 111 anos da Academia apenas 30 números, o programa de edição e reedição de livros dos imortais etc.
Ele destacou ainda a organização da Casa, graças aos seus conhecimentos de Contabilidade, o que permitiu o fortalecimento do caixa e do patrimônio da instituição, como a Pousada do Mordomo Régio, de Alcântara, que foi “retomada judicialmente e alugada para a Prefeitura Municipal de Alcântara”.
“Entrego a Academia Maranhense de Letras dentro do melhor que me foi possível. E mais alguns avanços poderiam ser obtidos se, desde antes da minha gestão, houvessem começado a discutir a modernização desta centenária Entidade, a sua reorganização administrativa, a sua profissionalização. Além do mais, ao tempo reduzido do meu mandato, em face da pandemia do coronavírus, juntaram-se aqui a falta de paz e de tranquilidade, que todo espírito necessita para que possa deixar sua criatividade fluir e avançar”, disse ele, dirigindo-se ao sucessor.




