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    Home»Negócios»Mais de 15 mil imóveis prontos para morar aguardam autorização do Banco do Brasil
    Negócios

    Mais de 15 mil imóveis prontos para morar aguardam autorização do Banco do Brasil

    Aquiles Emir30 de setembro de 201703 Mins Read
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    Somente na Ilha de São Luís, são mais de cinco empreendimentos

    AQUILES EMIR

    Cerca de 15 mil apartamentos e casas no Maranhão construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, estão indisponíveis para ocupação pelos seus futuros proprietários, apesar de prontos, porque o órgão encarregado do recebimento desses imóveis junto ao Banco do Brasil, Cetop, vem criando dificuldades para aprová-los. A queixa é da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-MA), que vê nessa lentidão o risco dessas moradias ficarem ameaçadas de serem invadidas, já que as empresas não têm como custear vigilância para garantir a integridade desses patrimônios.

    De acordo com avaliação da entidade, somente na Ilha de São Luís, seriam mais de cinco empreendimentos que estariam nesta situação. A entidade pretende abrir uma negociação com a superintendência do BB a fim de ser encontrado um meio de acelerar e desburocratizar essas inspeções, de modo a liberar essas moradias para quem está na lista de espera de concretizar o sonho da casa própria. Para o presidente da entidade, Cláudio Calzavara, é preciso que os órgãos públicos, principalmente as prefeituras dos municípios onde esses condomínios foram construídos, exercer seu poder de convencimento para que as moradias possam ser entregues.

    Vários apartamentos e casas estão construídos há quase dois anos, mas enquanto não houver o recebimento pela instituição financeira ficam proibidos de ser entregues aos mutuários, o que acaba retardando os contemplados de passarem a ter uma moradia digna, sair do aluguel ou da casa de familiares e assim atender os objetivos do programa, que é o de diminuir o déficit habitacional.

    Pelo que relata a Ademi, os problemas decorrem do excesso de exigências, pois quase 100% dessas moradias foram atestadas com mais de 99% de cumprimento das exigências do banco, ou seja, por causa de menos de 1% os engenheiros e técnicos não aprovam o recebimento, mesmo sendo a pequena parte que falta problemas que podem ser corrigidos com os moradores já tendo recebido o imóvel, porque se referem a acabamentos, isto é, nada de grave que comprometa as condições de moradia ou desobedeça as regras. Segundo Calzavara, todos esses imóveis estão com habite-se, isto é, prontos para morar.

    Pelas regras, após a conclusão da construção o agente financeiro o recebe e libera para o contemplado habitar. Sem esse recebimento o mutuário não pode ter as chaves. Vale ressaltar, que nessa etapa já houve parecer do Corpo de Bombeiros, secretaria de Obras e outros órgãos encarregados de aprovar construção e conclusão.

    Água esgoto – A Ademi está agendando também um encontro com o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), Carlos Rogério, a fim de estabelecer uma nova dinâmica para atendimento de pleitos das empresas para as ligações de água e esgoto, pois sem isto as moradias também não podem ser entregues. Recentemente houve uma reunião de empresários da construção civil com o secretário estadual de Governo, Antônio Nunes, que, seguindo recomendação do governador Flávio Dino, pediu à Diretoria de Operações da estatal atender as empresas, portanto há a expectativa de que os procedimentos passem a ser mais céleres.

    Para o presidente da Ademi, além das questões financeiras, pois sem o recebimento pelas instituições financeiras a obra não é paga, as empresas enfrentam problema de segurança, já que esses imóveis ficam expostos a riscos de depredação, furtos de louças, portas, janelas etc, e pode haver até mesmo invasões, sendo que para evitar isto as construtoras são obrigadas a manter vigilância, situação que não pode ser duradoura, pois isto aumenta muito os custos da construção.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Se não há mais amparo constitucional, que sigilo da fonte jornalística seja revisado ou retirado da Constituição Federal, pois o Brasil não pode continuar com uma Carta Magna que tem um amontoado de artigos, parágrafos, alíneas e incisos como letras mortas, enquanto a interpretação do certo e do errado estiver somente nas cabeças privilegiadas de alguns juízes.

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