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    Home»Negócios»Maranhão adota ICMS de 8% para produtos da cesta básica e eleva para 30,5% o de artigos de luxo
    Negócios

    Maranhão adota ICMS de 8% para produtos da cesta básica e eleva para 30,5% o de artigos de luxo

    Aquiles Emir5 de março de 202504 Mins Read
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    Elevação de 22% para 23% em alguns produto pressiona inflação

    Desde o dia 23 de fevereiro, a carga tributária do ICMS incidente sobre mercadorias da cesta básica maranhense foi reduzida para 8%, conforme autorizado pelo Convênio ICMS nº 128/1994. Os itens contemplados nessa categoria incluem açúcar, arroz, café, creme dental, farinha e fécula de mandioca, farinha e amido de milho, farinha de trigo, feijão, leite, macarrão, margarina, óleo comestível, pão, sabão em barra, sal e sardinha em lata.

    Além disso, a Lei nº 7.799/2002 foi alterada para aumentar a alíquota do ICMS de 22% para 23% em operações internas e importações, abrangendo mercadorias, serviços de transporte, serviços de comunicação e óleo combustível de baixo teor de enxofre.

    Produtos específicos, como bebidas seletivas, isotônicas e rodas esportivas, tiveram alíquota incluída em 28,5%, enquanto itens de luxo, como armas, joias, perfumes importados, drones, aeronaves civis e cigarros, passaram a ser tributados em 30,5%.

    Fabrício Tonegutti, advogado tributarista e diretor da Mix Fiscal, explica como essas mudanças impactam o consumidor final:

    “Essas alterações têm como objetivo diminuir o preço dos produtos de cesta básica para o consumidor final. Há um esforço do governo Maranhense em aumentar a carga tributária no Estado, que já é a mais elevada entre todos os Estados do Brasil, e isso, claro, gera repercussões negativas em toda a economia local, mas, principalmente, afeta a percepção de preço e a capacidade de compra e até de segurança alimentar da população. Então, como forma de reduzir esse impacto, a redução da carga tributária para os produtos de cesta básica tem como objetivo preservar a capacidade de compra desses itens para a população, e diminuir a percepção de inflação no sentimento geral da população”, pontua.

    A lei também promove mudanças na Cartilha de Procedimentos do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (Fumacop), acrescentando um adicional de alíquota de 2% sobre produtos como veículos com valor superior a R$ 150.000 (exceto táxis), motocicletas com cilindrada acima de 250 cc, sacos plásticos, copos plásticos descartáveis e canudos plásticos. Por outro lado, itens como gasolina, serviços de telecomunicações e energia elétrica para consumo residencial de até 100 kWh foram excluídos desse adicional.

    Rentabilidade – O especialista comenta que o movimento não só deve impactar no poder de compra do Maranhão, mas pode prejudicar na rentabilidade de supermercadistas.

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    “Quando um estado resolve aumentar a sua alíquota, há uma grande pressão de varejistas para poder conseguir repassar esses custos no meio de um cenário que já está competitivo. Isso porque nem todas as empresas conseguem passar todo o encargo que precisariam do aumento desses impostos. Quando lemos que haverá um aumento de 22% para 23% pode parecer pouco, mas, não é somente esse 1%. O que acontece é que as margens dessas empreitadas, que já podiam estar estranguladas, ficam ainda mais apertadas, por isso alguns empresários podem passar sufoco”, afirma Fabrício.
    Diante desse cenário, os supermercadistas acabam repassando esse aumento de custo aos preços finais dos produtos. No entanto, o repasse integral pode ser inviável em mercados competitivos, obrigando ajustes estratégicos nos preços. O aumento também pode impactar na complexidade tributária, já que provoca a necessidade de atualização nas parametrizações fiscais e os controles contábeis crescem, demandando mais atenção e possíveis investimentos em soluções tributárias.
    Sobre Fabrício Tonegutti –  Diretor executivo da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo, Fabrício Tonegutti é especializado em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Reconhecido como um dos principais especialistas do setor, Tonegutti já prestou consultoria e serviços para mais de 10 mil supermercados em todo o Brasil, desenvolvendo soluções para otimização de processos e aumento da lucratividade.
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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