Álbum tem participação de Bárbara Eugênia e Odair José
O cantor e compositor maranhense Marcos Magah, que nasceu na cena punk de São Luís integrando a lendária banda Amnésia e depois seguiu em carreira solo, misturando música folk, rock e brega, está com novo lançamento. Facetas que o aproximam de Bárbara Eugênia e Odair José, com quem canta em dueto, estão no álbum “O homem que virou circo”.
“Durante um período viajei pelo Brasil com o violão nas costas, me apresentando em bares. E tenho uma recordação especial da passagem por Goiânia, porque foi lá que fiz a letra de ‘Estação sem fim’. Só depois descobri que é o estado natal de Odair José. Nunca imaginei que anos depois gravaria a música com ele”, relembra Magah. Em dueto com Odair José, “Estação Sem Fim” chegou nas plataformas digitais em junho de 2022, anunciando a produção do álbum.
Com capa de Marcos Faria, “O homem que virou circo” reúne 11 faixas inéditas autorais. A única parceria, com o poeta Celso Borges, é “As Coisas Mais Lindas do Mundo”, canção em que Marcos Magah divide os vocais com Bárbara Eugênia. “Eu e Celso Borges queríamos, deliberadamente, fazer uma canção de amor, singela e solar, mas que também carregasse em si alguma dor. Ficamos felizes com o resultado”, conta Magah. “Fizemos essa canção em 2018, conversando pelo whatsapp. É uma alegria ouvi-la agora num disco de Magah. O casamento das vozes dele e da Bárbara ficou lindo, lírico, intenso”, completa Celso Borges.
Foi em 2019, na gravação do documentário “Ventos que Sopram – Maranhão”, do cineasta Neto Borges, que Marcos Magah e Zeca Baleiro se reencontraram depois de anos. Os dois se conheciam desde os anos 80 mas nunca haviam feito nada juntos. O reencontro resultou numa canção em parceria, “Eu Chamo de Coragem”, gravada por Baleiro no álbum “O Amor no Caos – volume 2”. Na época, também aconteceram as primeiras conversas sobre a possibilidade de gravarem um disco de inéditas de Magah, com produção de Baleiro e Tuco Marcondes. “Magah é um compositor com uma pegada original, acha uns caminhos criativos bem inusitados e especiais”, observa Baleiro.

Discografia – Magah lançou os álbuns “Z de vingança” (Pitomba Livros e Discos – 2013) – um grande sucesso na cena alternativa de São Luís, tendo vendido mais de 18 mil cópias do CD -, e “O inventário dos mortos ou zebra circular” (2015), que recebeu o prêmio de melhor álbum da música maranhense, concedido pela Rádio Universidade FM no ano de lançamento.
Trajetória – Nascido em São Luís, Marcos Magah passou parte da infância em uma fazenda no interior do estado, onde conviveu com o seu avô materno, um amante de música que passava os dias ouvindo discos de Luiz Gonzaga, Teixeirinha e de cantores de brega como Bartô Galeno e Balthazar.
No começo da adolescência, já de volta à capital, descobriu o rock em meados dos anos 80, com a ajuda do irmão mais velho que colecionava discos de heavy e hard rock. Foi nesse período, mais precisamente em 1987, que resolveu montar uma banda de punk com o amigo Carlinhos Pança. “A conversa se deu na saída de um show da Ácido e da Lúgubre, pioneiras do heavy metal em São Luís. Eu e Carlinhos descobrimos que tínhamos afinidades musicais e montamos a Amnésia, a primeira banda punk maranhense. Foi quando comecei a fazer música”, conta Magah.
Com a Amnésia – que ganhou fama na cena underground das regiões Norte e Nordeste, dividindo espaço com grupos como Delinquentes (Pará) e Descarga Violenta (Rio Grande do Norte) -, Magah tocou em diversos locais de São Luís e excursionou por vários estados. “O ilustrador e militante punk Joacy Jamys divulgava a Amnésia no Brasil inteiro por meio de demos e fanzines. Por onde andávamos, havia um público grande para acompanhar”, relata. Magah recorda com clareza do último show em que tocou com a banda Amnésia. “Foi em 2005, no bar Castelo Rock, no Centro Histórico de São Luís. O proprietário do espaço teve que fechar a porta porque não havia mais espaço para o público”.
Depois que deixou o grupo, Magah colocou o violão nas costas e viajou pelo Brasil. Passou por Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás, sempre tocando em calçadas e bares. De volta ao Maranhão, Magah excursionou pelo interior do estado, cantando clássicos da música brega, até parar para gravar “Z de vingança” (2013).
FICHA TÉCNICA
Marcos Magah O homem que virou circo
- O homem que virou circo
- Brilha o sol
- Azulejo
- Nunca lute limpo com um estranho
- Estação sem fim feat Odair José
- Caindo para o alto
- As coisas mais lindas do mundo feat Bárbara Eugênia
- Ela nunca teve ninguém
- Eu gosto de ler a Bíblia
- Maiakóvski
- Rua da inveja
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- Todas as canções são de Marcos Magah, exceto a faixa 7, parceria com Celso Borges
- Produzido por Zeca Baleiro e Tuco Marcondes
- Capa Marcos Fari
- Lançamento Saravá Discos, com distribuição da ONErpm.




