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    Home»Mundo»Michelle Bachelet insere Brasil em um grupo de trinta situações críticas
    Mundo

    Michelle Bachelet insere Brasil em um grupo de trinta situações críticas

    Aquiles Emir13 de junho de 202203 Mins Read
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    Mandato na ONU não será renovado pela chilena

    A alta comissária de Direitos Humanos da ONU disse que não concorrerá a um segundo mandato depois de expirar o atual período de quatro anos em agosto. A ex-presidente do Chile contou que se despede por motivos pessoais e que voltará a seu país.

    Michelle Bachelet focou os desenvolvimentos globais na matéria em discurso feito esta segunda-feira na 50ª sessão de Conselho de Direitos Humanos.

    Brasil – Ela inseriu o Brasil num grupo de 30 locais que têm “algumas situações críticas que exigem ação urgente”. A alta comissária falou ainda de realidades que têm sido discutidas de forma separada durante a sessão, como Afeganistão, Irã, Mianmar, Nicarágua, Sudão, Síria, Ucrânia e Venezuela.

    Bachelet pediu às autoridades do Brasil que “assegurem o respeito pelos direitos fundamentais e instituições independentes”.  

    A alta comissária disse estar alarmada com ameaças contra os direitos humanos ambientais povos indígenas, incluindo a exposição à proteção contra a mineração de ouro.  Ela indicou haver “casos recentes de violência e racismo estrutural em questões policiais, como ataques contra parlamentares e candidatos, principalmente afrodescendentes, mulheres e pessoas Lgbti+ antes das eleições gerais”.

    Recentemente, Bachelet mencionou o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Aráujo Pereira no Vale do Javari na Amazônia, há uma semana.

    Ao citar outros países de língua portuguesa, ela ressaltou o esforço do sistema das Nações Unidas em favor de eleições pacíficas e inclusivas em países como Angola e Quênia e pediu que os cidadãos possam “exercer livre e seguramente os seus direitos e liberdades fundamentais, sem discriminação, conforme garantido pelas suas Constituições”.

    Indígenas em área protegida da Amazônia.
    Indígenas em área protegida da Amazônia (Pnud Peru)

    Consultas – Moçambique foi mencionado por fazer parte de quatro Estados que receberam apoio para implementar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O avanço na matéria é considerado “real”, mas Bachelet lembra que “também depende de investigar e buscar justiça para as vítimas de discriminação”.

    Na Guiné-Bissau, a chefe de direitos humanos falou da ajuda dada pelo seu escritório para a criação de orientações operacionais em todo o sistema das Nações Unidas para o trabalho para não deixar ninguém para trás em direitos humanos.

    Consultas na primeira revisão nacional voluntária decorreram em todo o território guineense, envolvendo grupos mais desfavorecidos, para garantir uma abordagem baseada em direitos humanos.

    Bachelet falou de sua viagem à China e mencionou o que ocorre em campos de detenção arbitrária em Xinjiang. Os uighures e outras minorias predominantemente muçulmanas, segundo ela, foram registradas “pelos padrões de abuso”, incluindo pelo que é conhecido como sistema Vetc.

    Rússia e Ucrânia – Ao mencionar a Rússia, ela considera preocupante a prisão arbitrária de muitos manifestantes em oposição à invasão da Ucrânia.

    A chefe de direitos humanos revelou-se apreensiva com revezes ocorrendo nos direitos das mulheres e nas restrições ao aborto em várias partes do mundo e citou os Estados Unidos, onde a Suprema Corte deve se pronunciar sobre o direito ao aborto em todo o país.

    Sobre Israel, Bachelet pediu a início de uma investigação penal para apurar o assassinato da jornalista egípcia, Shireen Abu Akleh, em maio, e responsabilize os autores.

    O pronunciamento destacou quatro áreas de intervenção para a direção nesta questão diante da crise atual: a necessidade de combate à desigualdade e discriminação, orçamentos nacionais integrando os direitos humanos, impulso imediato da  cooperação e solidariedade internacionais incluindo para o alívio da dívida e uma reforma da arquitetura financeira internacional conducente a um sistema com soluções de dívida coordenadas, abrangentes e sustentáveis.

    (ONU News)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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