Primeiros lançamentos ocorrem este ano em caráter experimental
AQUILES EMIR
Ao participar nesta sexta-feira (05), na Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), em São Luís, de uma reunião ordinária do Programa de Desenvolvimento Integrado do Centro Espacial de Alcântara (PDI-CEA), o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, garantiu que não haverá remanejamento “à força” de quilombolas que hoje residem em áreas próximas à Base. Ele disse ainda que esse tipo de denúncia em nada afetará o acordo bilateral assinado entre Brasil e Estados Unidos.
De acordo com o ministro, as comunidades quilombolas receberão investimentos em infraestrutura a fim de melhorar sua qualidade de vida. O remanejamento, se houver, será espontâneo, pois as atividades do Centro devem alterar o modo de viver dessas comunidades e algumas pessoas podem optar por mudança de lugar, mas ninguém será forçado ou estimulado a fazer isto.
A defesa das comunidades tradicionais que moram nas proximidades do CEA, por ambientalistas e cientistas faz parte do documento de 31 páginas entregue ao presidente norte-americano, Joe Biden, com pedido para suspender o acordo assinado por Donald Trump e Jair Bolsonaro para exploração comercial dessa base. O documento é assinado por dirigentes de ONGs e professores universitários, do Brasil e dos Estados Unidos.
O ministro não acredita, porém, que este documento tenha algum efeito, pois certamente os dois países não vão prejudicar os interesses que estão envolvidos nesse acordo.
Marcos Pontes disse que este caso já foi devidamente esclarecido à Embaixada Norte-Americana e prova de que as relações dos dois países não estão afetados é a sua ida em março aos EUA, onde participará de encontros na Nasa sobre exploração espacial.

Treinamento – O ministro da Ciência e Tecnologia acredita que os primeiros lançamentos, já dentro do projeto em desenvolvimento, deve ocorrer este ano ou, no máximo no início de 2022, quando haverá testes de conhecimentos dos profissionais que estão sendo capacitados para trabalharem no Centro.
Ele disse que o ambiente de entrosamentos entre os governos federal, estaduais e municipais é muitos bom para o andamento do projeto e o envolvimento da classe empresarial e das universidades fundamental para o seu sucesso, pois isto implicará em geração de negócios e formação de especialistas para essa atividade.
Ele destacou que a fase mais complexa foi a aprovação do acordo pelo Congresso Nacional, já que alguns reagiam às exigências do governo norte-americano sobre a proteção de dados dos componentes dos foguetes, 90% deles de origem norte-americana. Neste momento, os trabalhos são para adequação do Centro, capacitação de pessoas e atração de empresas. Diversas empresas, acrescentou, já manifestaram interesse de utilizar o Centro.




