Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Brasil»Padrão de violência estrutural no Norte e Nordeste é revelado por estudo do IDP
    Brasil

    Padrão de violência estrutural no Norte e Nordeste é revelado por estudo do IDP

    Aquiles Emir2 de dezembro de 202404 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Mais de 2 mil mortes em homicídios em massa 

    Um levantamento inédito realizado pela Rede Liberdade e pela Clínica de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), parte de uma contribuição apresentada à Organização das Nações Unidas (ONU), revela um panorama alarmante da violência nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.  Entre 1988 e 2023, foram registrados 489 episódios de chacinas, com um saldo de 2.117 vítimas fatais, até o dia 28 de setembro de 2023.

    O estudo, intitulado ‘Mapa de Chacinas: regiões Norte e Nordeste’, destaca a Bahia, o Ceará e o Pará como os estados com maior incidência de homicídios em massa. 

    Segundo o levantamento, a Bahia registrou o maior número de casos, com 104 chacinas documentadas, das quais 46 ocorreram em Salvador. O Ceará ocupa em segundo lugar, com 75 eventos, sendo 24 deles na capital Fortaleza, enquanto o Pará contabilizou 69 episódios, com 22 ocorrências em Belém. Das chacinas analisadas, 38,4% ocorreram em zonas urbanas, 45,4% em zonas rurais e 16,2% em regiões intermediárias. A pesquisa também indica que 2015 foi o ano com o maior número de episódios de chacinas, com um total de 64 eventos. Já 2017 registrou o maior número de vítimas, com 382 mortes, seguido por 2015, com 305 mortes.

    Para Amarílis Costa, diretora-executiva da Rede Liberdade, esses números evidenciam um padrão de violência estrutural contra populações vulneráveis. 

    “Há uma violência direcionada e uma omissão persistente das autoridades em proteger essas comunidades. Esse cenário exige uma resposta urgente e um comprometimento do Estado”, afirma.

    Pesquisa – A pesquisa revela ainda que as chacinas atingem de forma desproporcional comunidades negras, quilombolas e indígenas, o que indica uma seletividade dos homicídios. Sem dados oficiais detalhados sobre o perfil racial das vítimas, os pesquisadores estimam que a maioria desses crimes ocorre em territórios majoritariamente negros.

    De acordo com Rodrigo Portela, consultor e um dos pesquisadores do estudo, a violência se concentra desproporcionalmente nessas comunidades. “Este estudo mostra que comunidades inteiras permanecem desprotegidas, e o Estado falha em oferecer políticas de reparação para as famílias das vítimas”, observa.

    O estudo também destaca que a ausência de um monitoramento unificado e de medidas de responsabilização reforça a invisibilidade das chacinas. Sem informações detalhadas sobre as vítimas — como raça, idade e condição social — e sem um banco de dados oficial, a compreensão desses eventos permanece incompleta.

    Os pesquisadores observam que a década de 1990 teve uma subnotificação de chacinas devido à limitação dos dados disponíveis, baseados principalmente em registros secundários e jornalísticos. Somente a partir de 2011, com o aumento da cobertura midiática e o uso mais frequente do termo “chacina” para descrever esses eventos, a base de dados se consolidou e permitiu uma compreensão mais precisa da escala do problema. Essa lacuna histórica, segundo eles, dificulta uma resposta mais direcionada às comunidades afetadas.

    Diante dessa falta de dados e da impunidade persistente, os autores do levantamento reforçam a necessidade de um acompanhamento mais efetivo e de uma estrutura de segurança pública que proteja essas populações. 

    “O dado mais importante que se obteve é o de apagamento dessas vítimas, que, ao nosso ver, serve para a manutenção de um projeto de destruição material de corpos e populações julgados como descartáveis e supérfluos, caracterizados como vidas matáveis e sem valor”, conclui o documento. 

    O estudo completo está disponível em: https://redeliberdade.org.br/publicacoes/mapadechacinas/

    Sobre a Rede Liberdade – Organização formada por advogadas e advogados, a Rede Liberdade nasceu em 2019 e desde então atua em casos de violação de direitos e liberdades. Tem como missão fomentar uma rede que garanta a proteção jurídica para defensores de direitos humanos, entidades da sociedade civil e indivíduos que tenham seus direitos constitucionais e liberdades individuais violados, bem como fazer uso dos sistemas jurídicos brasileiros para proteger direitos e avançar no combate a desigualdades. 

    Previous ArticleLeite materno possui todos os nutrientes, vitaminas e minerais para saúde da criança
    Next Article Maranhense Gael Rampazzo fecha primeiro ano de Paulista KGV com pódio
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Brasil


    Com prêmio estimado em R$ 300 milhões, Lotofácil da Independência inicia vendas de apostas neste domingo

    18 de julho de 2026
    Brasil


    Inadimplência volta a crescer em junho, mas Maranhão registra que, aponta levantamento do Serasa

    15 de julho de 2026
    Brasil


    Sábado com previsão de chuva isolada no litoral nordestino entre Maranhão e Rio Grande do Norte.

    11 de julho de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 4   +   5   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Quando um politico diz sim, ele pode estar querendo dizer não, por isto muito cuidado com o que você está ouvindo em 2026, pois trata-se de um de eleição, período em que se ouve muitas promessas.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Espanha chega à decisão como a seleção mais querida; Argentina é a quarta mais rejeitada

    19 de julho de 2026


    Galvão Bueno faz neste domingo na final entre Espanha e Argentina sua última narração em jogos da Copa do Mundo

    19 de julho de 2026


    Espanha e Argentina decidem título mundial em domingo histórico com programação especial do SBT

    19 de julho de 2026

    Loterias da Caixa passam a ser sorteadas aos domingos em vez de sábado

    19 de julho de 2026


    Ministro Flávio Dino determina prisão domiciliar e mandados de busca e apreensão contra ex-deputado Raimundo Cutrim

    18 de julho de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.