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    Home»Negócios»PIB cresce acima da média do país em 13 unidades da federação em 2019, segundo dados do IBGE
    Negócios

    PIB cresce acima da média do país em 13 unidades da federação em 2019, segundo dados do IBGE

    Aquiles Emir12 de novembro de 202104 Mins Read
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    Regiões Norte e Sul elevaram suas participações na economia brasileira

    Doze estados e o Distrito Federal tiveram aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 acima da média nacional, que foi de 1,2%. O Tocantins apresentou a maior alta (5,2%), enquanto outros quatro estados tiveram resultados negativos: Espírito Santo (-3,8%), Pará (-2,3%), Piauí (-0,6%) e Mato Grosso do Sul (-0,5%). Minas Gerais ficou estável. Os demais nove estados tiveram alta, mas abaixo do índice nacional.

    Os dados são das Contas Regionais 2019, publicadas hoje (12) pelo IBGE, e elaboradas em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

    O Tocantins (5,2%) teve o maior crescimento no PIB no ano, seguido por Mato Grosso (4,1%), Roraima (3,8%), Santa Catarina (3,8%) e Sergipe (3,6%).

    “No Tocantins, o crescimento é atrelado à elevação em volume de 278,2% na produção florestal, pesca e aquicultura, principalmente na silvicultura, impulsionada em grande medida pela extração de madeira em tora de eucalipto. Além disso, houve um crescimento do comércio no período”, explicou a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça, observando que o estado detém 0,5% de participação no PIB nacional.

    No Mato Grosso, segundo estado com maior crescimento do PIB em 2019, a agricultura, inclusive a atividade de apoio à agricultura e a pós-colheita, cresceu 12% tornando-se a de maior participação na economia mato-grossense naquele ano, com desempenho amparado nos cultivos de algodão herbáceo e de soja.

    “Na análise de desempenho ao longo da série 2002-2019, o Mato Grosso continua se destacando com a maior variação em volume acumulada entre os entes federativos, um crescimento 130,4% no período. O desempenho do estado esteve bastante vinculado à agropecuária, devido ao cultivo de algodão e à pecuária no período”, acrescenta Poça.

    Queda e estabilidade – Outros 14 estados tiveram PIBs abaixo da média nacional (1,2%). As maiores quedas ficaram com Espírito Santo (-3,8%), Pará (-2,3%), Piauí (-0,6%), Mato Grosso do Sul (-0,5%), enquanto Minas Gerais (0,0%) ficou estável.

    No Espírito Santo e no Pará, a retração da economia esteve diretamente vinculada às indústrias extrativas, já que em ambos os estados houve redução na extração de minério de ferro. O Piauí apresentou queda, sobretudo, na agricultura, inclusive nas atividades de apoio à agricultura e a pós-colheita, e no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas.

    A retração do Mato Grosso do Sul vinculou-se ao decréscimo na cadeia de produção de da celulose, segmento de destaque na economia do estado, somado aos impactos negativos do cultivo de soja e criação de bovinos e suínos.

    A estabilidade da economia mineira também refletiu o cenário de retração da extração de minério de ferro, além do impacto da agropecuária, devido à bienalidade negativa do café.

    “A produção mineral teve queda de 45,6% em 2019, no estado, ocasionada pelo rompimento da barragem em Brumadinho e pela paralisação temporária na operação de várias minas por motivos de monitoramento e segurança. Isso foi determinante para inflexão do volume desse grupo de atividades, visto que os demais agregados industriais apresentaram expansão no nível de atividade”, explica Alessandra Poça.

    A participação do PIB de Minas Gerais na economia nacional, portanto, manteve-se em 8,8%, mesmo percentual observado em 2017 e 2018, e o estado continuou a ocupar a terceira posição, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

    São Paulo – Entre 2018 e 2019, as regiões Norte (0,2 p.p.) e Sul (0,1 p.p.) elevaram suas participações na economia brasileira, enquanto Nordeste (-0,1 p.p.) e Sudeste (-0,1 p.p.) tiveram redução. O Centro-Oeste manteve sua participação.

    A participação do Sudeste no PIB nacional continua a maior, mas recuou de 53,1% para 53,0%, dada a desaceleração do desempenho das economias fluminense e capixaba.

    Depois de apresentar a maior perda de participação entre as unidades da federação por dois anos consecutivos, São Paulo, maior economia do país, registrou aumento de participação no PIB nacional, saindo de 31,6% em 2018 para 31,8% em 2019. O PIB de São de Paulo cresceu 1,7% e foi estimado em R$ 2,35 trilhões.

    “Os maiores acréscimos na economia paulista foram no grupo de atividades de serviços (2,0%), entre elas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares”, explica Alessandra Poça.

    PIB per capita – Em 2019, o Distrito Federal manteve-se com o maior PIB per capita brasileiro, com o valor de R$ 90.742,75, cerca de 2,6 vezes maior que o do país (R$ 35.161,70). No ranking de posição entre as unidades da federação, destaca-se a predominância dos estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Entre as unidades da federação, apenas Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro mantiveram suas posições ao longo de toda a série.

    (Agência IBGE)

     

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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