Fipa reúne dezenas de representantes de outros estados
Foi aberto nesta quarta-feira (14), em solenidade no Teatro da Cidade, na Rua do Egito, em São Luís, Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico (Fipa), evento, realizado entre Brasil e Portugal, que se estende até sexta-feira (16). Esta é a nona edição do fórum, que traz como tema “Diversidade em Diálogos Permanentes”.
A 9ª edição do Fipa reúne 32 palestrantes, dezenas de representantes de prefeituras de outros estados, cem pessoas do Conselho de Arquitetura Urbanismo do Brasil (CAU-BR), chegando a um total de mais de 600 participantes.
O evento chegou a São Luís para fomentar a discussão de ações sustentáveis, de proteção e valorização do patrimônio arquitetônico local, brasileiro e internacional, por meio de práticas exitosas, com a mobilização de recursos no campo da arquitetura em integração ao patrimônio cultural, com suas misturas e identidades permeando diálogos com as comunidades técnica, científica, institucional.
Além dos especialistas, o evento traz um alerta ao público em geral, sobre a responsabilidade e a missão do cidadão em proteger e divulgar as riquezas da Cidade dos Azulejos, como também é conhecida a capital maranhense.
A arquitetura e o patrimônio cultural da cidade foram decisivos para receber o Fipa. O histórico multicultural e arquitetônico da cidade representa a integração das ações de preservação patrimonial enquanto permanência de memória e da identidade de diversos povos, como os laços erguidos entre Brasil e Portugal.
“Portugal e Brasil têm um legado comum e gostaríamos muito de fazer convergir universidades e toda a comunidade acadêmica, comunidade técnica, e as instituições, para preservar o patrimônio. Temos muito a aprender uns com os outros, com as boas práticas que podemos promover em conjunto. Também observamos o que os bons projetos que cada país tem e partilharmos essas experiências e o legado que queremos deixar para as gerações futuras”, declarou Alice Tavares, coordenadora geral do Fipa Portugal.
A coordenadora do Fipa Brasil, Maria Rita Amoroso, reforçou a parceria com o Executivo Municipal.
“O que o Fipa faz quando atravessa o Brasil em todos os estados é construir um legado e uma parceria com todos, e a Prefeitura de São Luís foi o maior parceiro, e hoje nós estamos aqui, nesse grande evento, com grandes propostas e muitas coisas boas irão acontecer”.

Encontro – A presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histyórico (Fumph), Kátia Bogéa, explicou como São Luís conseguiu ser a escolhida para o evento deste ano. “A iniciativa da candidatura da cidade de São Luís para sediar o fórum se deu em razão de termos um Centro Histórico que é patrimônio mundial há 25 anos. A ideia era justamente trazer para São Luís um evento dessa magnitude, que reúne as melhores cabeças do mundo acadêmico, técnico e profissional dentro dessa temática”, pontuou.
Ao dialogar com a arquitetura brasileira e portuguesa no contexto da paisagem urbana, em ligação com a geografia local, São Luís é inspiração para a discussão do patrimônio cultural, buscando ações efetivas de recuperação e permanência de identidades locais.
Diálogo – O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Leandro Grass, disse que o Brasil ganha muito nesse diálogo com outros países. “O IPHAN vem retomando a sua cooperação internacional, retomando o diálogo junto à sociedade e estamos muito felizes com o que o Fipa está nos proporcionando. Dialogar com Portugal e com toda a sociedade civil vai fazer com que a gente prospere nas discussões sobre patrimônio que vai apontar caminhos para as políticas públicas”, disse o presidente.
Quatro universidades maranhenses, também estão presentes no Fipa 2023: Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Universidade Dom Bosco (UNDB) e Universidade Ceuma (Uniceuma).




