Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    Maranhão Hoje
    Assinar
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Blogs»Só questões hermenêuticas?
    Blogs

    Só questões hermenêuticas?

    Aquiles Emir19 de outubro de 202004 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Mudanças regimentais urgem para priorizar o colegiado

    Dois acontecimentos dominaram os meios de comunicação semana passada. A soltura do traficante de drogas pela via de HC junto ao STF. O paciente condenado duas vezes em segunda Instância, beneficiou-se do disposto no artigo 315, parágrafo único, do C.P.P. E o Mandado de Busca e Apreensão determinado por Ministro do STF, na residência do Senador de Roraima, seguido de seu afastamento do cargo.  O caso do HC do traficante reviveu o debate entre os seguidores da corrente da “mens legislatoris”. Segundo eles, ao aprovar o pacote anticrime, o Congresso visava obrigar o sistema judicial a revisar a cada noventa dias as prisões provisórias entulhadoras dos presídios.  Quando se diz sistema judicial inclui-se juízes e membros do ministério público.

    E da “mens legis” sustentando que a partir da vigência, a Lei adquire vontade própria, autônoma. Os seus intérpretes e aplicadores devem levar em conta o contexto e a função social de que se deve revestir no momento das decisões. O entendimento é majoritário no Direito brasileiro contemporâneo. Mas o problema não se situa somente no plano de discussões acadêmicas teóricas ou forenses. Antes delas há a realidade cultural da sanha legiferante nacional, como se produzir leis fosse o caminho das soluções.

    A sociedade brasileira caracteriza-se pela elevada concentração da renda e as consequentes desigualdades sociais. É lugar comum: a população carcerária se compõe em esmagadora maioria por pretos e pobres, e lamentavelmente, jovens. Os que não têm recursos para pagar advogados, e são colhidos nas malhas do narcotráfico, que os transforma em “aviãozinhos”. O Estado não lhes dá escola, nem enseja empregos. Não coloca também defensores públicos para tratar de suas prisões. Resultado, o artigo 315, parágrafo único, só poderia beneficiar pessoas ricas, com capacidade financeira para pagar advogados, como no caso do traficante internacional. Sua soltura sensibilizou a opinião pública, suscitou pruridos do STF.

    Ao legislarem não definiram a responsabilidade revisional, estabelecendo prazos e limites para efetivar solturas. À falta disso, no campo das omissões, o Ministro exarou a liberação, seguida da revogação do Presidente da Corte, posteriormente confirmada pelo Plenário. 

    Aqui comporta um registro.  A historiadora Lêda Boechat Rodrigues, autora de significativa obra de Direito Comparado, evidenciando as semelhanças e diferenças entre as cortes supremas dos Estados Unidos e do Brasil, relata que o protagonismo entre os americanos é do Colegiado, nunca do juiz individualmente. Lá, nunca se vê juiz da Corte Suprema dando entrevistas para jornais, revistas, televisões e rádios. Aqui, não há um dia em que ministros do STF não sejam o foco principal da mídia, opinando sobre assuntos judiciais e extra. Pululam as decisões monocráticas em que são apresentados ora como heróis, ora como vilões. Não é bom para eles, nem para a instituição.

    Não há dúvida. Mudanças regimentais urgem para priorizar o colegiado e a colegialidade. Juiz não é herói ou vilão, é um intérprete e aplicador da Lei. Se não estivermos satisfeitos com as suas decisões, recorramos. Não se admitindo ataques à instituição. Ela deve ser preservada em todas as situações, o juiz-funcionário não é a instituição. Atacar o Poder Judiciário é mesmo que disparar mortalmente contra o regime democrático.

    Se há mudanças no funcionamento do Judiciário, façamo-las por leis que possam estabelecer mandatos para os juízes dos tribunais e da Corte Suprema, e na indicação dos membros desta última, poderá inserir-se a maior participação do Poder Legislativo. Em tudo tenhamos a certeza, quaisquer que sejam as alterações, o Judiciário e a Advocacia não precisam ser populares. Nem sempre a popularidade corresponde à Justiça. Essas questões não são apenas hermenêuticas, são sobretudo políticas. Boa parte delas se resolve com a melhoria da gestão.

    João Batista Ericeira é sócio majoritário de João Batista Ericeira Advogados Associados

    FIEMA
    Previous ArticlePrograma de fertilidade para leite da Alta registra aumento de 48% nos dados recebidos
    Next Article Presidente do TRE abre seminário sobre democracia, pandemia e eleições
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Blogs

    Ato-manifesto em São Paulo alerta sobre os horrores praticados pelo Hamas contra mulheres

    30 de novembro de 2023
    JOÃO B. ERICEIRA

    A política estudantil

    1 de junho de 2021
    JOÃO B. ERICEIRA

    O Romancista Josué Montello

    16 de abril de 2021
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 8   +   8   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    No momento em que foi intensificado o debate no Brasil pelo fim da jornada de trabalho semanal de 6 x 1 para adoção de uma de 5 x 2, servidores públicos no Maranhão experimentam uma escala semanal de 3 x 4, com ponto facultativo na segunda folga na terça-feira pelo feriado do Dia de Tiradentes, mais o sábado e o domingo. Bom trabalho para quem pode gozar deste privilégio.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    Eleições 2026

    Na sua opinião para onde deve ir o prefeito Eduardo Braide?

    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Duas apostas do Maranhão premiadas nesta quinta-feira no sorteio da Mega-Sena, que acumulou em R$ 100 milhoes

    23 de abril de 2026


    O polêmico currículo do delegado da Polícia Federal expulso dos EUA após prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem

    23 de abril de 2026


    Passeios náuticos no município de Raposa crescem 24% no primeiro trimestre de 2026

    23 de abril de 2026


    ERPA Nordeste 2026 reúne grandes nomes da Administração no mês de maio na cidade de São Luís no Maranhão

    23 de abril de 2026


    Reconhecida situação de emergência por inundação nos municípios de Pedreiras e de Conceição do Lago Açu

    23 de abril de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.