Indústria maranhense pode ser afetada pela medida
A Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA) manifestou, nesta quinta-feira (10), preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros. A medida, classificada como desproporcional e injustificada, ameaça diretamente a competitividade da indústria nacional e pode impactar setores produtivos no Maranhão que mantêm relações comerciais com o mercado norte-americano.
Segundo a Fiema, além de colocar em risco empregos, renda e investimentos, o chamado “tarifaço americano” compromete uma relação estratégica de longa data entre os dois países. Os Estados Unidos é um dos principais destinos das exportações da indústria de transformação brasileira e o terceiro maior parceiro comercial do país.
No Maranhão, os efeitos podem ser sentidos especialmente em cadeias que dependem de exportações, como as indústrias de base florestal, de alimentos processados, minerais e metalúrgicas.
A Fiema endossa o posicionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e defende a intensificação urgente do diálogo diplomático e comercial com os EUA. O objetivo é buscar a reversão da medida e evitar impactos ainda mais severos ao setor produtivo.

“A medida anunciada pelo governo norte-americano causa insegurança para quem investe, produz e exporta no Brasil. No Maranhão, temos cadeias industriais integradas a esse mercado, e decisões unilaterais como essa afetam diretamente nossa capacidade de gerar empregos e manter a competitividade”, afirma o presidente da entidade, Edilson Baldez das Neves.




